domingo, 29 de novembro de 2015

Confira o resultado do IV Concurso paranaense de cerveja feita em casa

Aconteceu ontem a festa de premiação do IV Concurso paranaense de cerveja feita em casa e, como não poderia deixar de ser, estávamos lá para acompanhar tudo. Não só para acompanhar, acabamos levando medalhas também:

1º Lugar - Categoria Hidroméis e Sidras
3º Lugar - Geral - Best of Show



Confira abaixo o resultado completo:
Categoria Leves:
1 - 4FWeizen - Weizen/Weissbier - Oscar Fierro
2 - WiThiago - Witbier - Thiago Vasconcellos
3 - GIRAIAGUA - Standard American Lager - Henrique Cruz

Categoria Escuras:
1 - Vanilla Porter - Robust Porter - Rafael Rossetto
2 - MAGIS - Robust Porter - Helio Rissio
3 - Capulus - Northern English Brown Ale - Rodrigo Brunetta
Categoria Ales Fortes e Bocks:
1 - Pandorga Old Ale - Old Ale - Andreia Hiura
2 - Betume - Imperial Stout - Ricardo Harmuch
3 - BW Maison Bleue - English Barleywine - Wiliams C Souza Jr
Categoria Pale Ales:
1 - Jandersonpaulo@yahoo.Com.Br - Belgian Pale Ale - Janderson Bonfim
2 - VIKINGS - Irish Red Ale - Guilherme Lima
3 - GiraiAblond - Blonde Ale - Henrique Cruz
Categoria American Pale Ale:
1 - Classic Style #5 - American Pale Ale - Guilherme Cominese
2 - APA Lei Seca - American Pale Ale - Dirlei Wolf
3 - Arrebatadora De Coracoes (JuliPA Edition) - American Pale Ale - Juliano Costa
Categoria IPAs:
1 - Nummer 02 BinhoBier IPA - American IPA - Fabio Schlichting
2 - MAGIS - American IPA - Helio Rissio
3 - IpanElla - English IPA - Ricardo Pena
Categoria Belgas:
1 - Dark Belgie - Belgian Dark Strong Ale - Roverli Ziwich
2 - Prophanna 4teen Months - Belgian Blond Ale - Matheus Mello
3 - Belgian Tripel - Belgian Tripel - Leonardo Soares
Categoria Sour, Frutas e Especiarias:
1 - Moonshine Oud Bruin - Flanders Brown Ale/Oud Bruin - Rafael David
2 - Vanila Shake - Spice, Herb, or Vegetable Beer - Diego Soares
3 - Berliner Hammes - Berliner Weisse - Marlon Hammes
Categoria Defumadas e Amadeiradas:
1 - Chancho - Classic Rauchbier - Marlon Hammes
2 - Smoked Robust Porter - Other Smoked Beer - Ricardo Pena
3 - Terminator - Other Smoked Beer - Joao Roberto Melo Da Silva
Categoria Especialidades:
1 - Sour Saison Com Butiá - Specialty Beer - Edivan Zuanazzi
2 - TV Session IPA - Specialty Beer - Thiago Vasconcellos
3 - Prophanna Citrus TypeFour - Specialty Beer - Matheus Mello
Categoria Hidroméis e Sidras:
1 - Hophead Mead - Metheglin - Daniel Dallagassa
2 - Melomel - Other Fruit Melomel - Henrique Hertel
3 - Bouchet Cacau - Open Category Mead - Henrique Hertel
Best of Show:
1 - Chancho - Classic Rauchbier - Marlon Hammes
2 - Classic Style #5 - American Pale Ale - Guilherme Cominese
3 - Hophead Mead - Metheglin - Daniel Dallagassa

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

5 táticas da AB-InBev para acabar com as artesanais

Novamente vamos falar da Ab-InBev, aqui carinhosamente alcunhada de Império Galático, e das suas medidas para inibir o crescimento da Aliança Rebelde (movimento dos cervejeiros artesanais).

Tal plano maléfico já está bastante claro no mercado dos Estados Unidos e a tendência, como já vem acontecendo em vários níveis, é que no mercado nacional aconteça algo muito parecido.

As informações são da Everyday Money.

São 5 etapas básicas que compõem a construção da Estrela da Morte do Império contra a Aliança.

Nunca me pareceu muito mortífera


Vamos aos fatos:

1- Criação de pseudo-cervejarias artesanais



Eles criam algumas marcas premium, semi-artesanais, com um storytelling interessante que se mistura com o sonho de seus cervejeiros "empreendedores".  Nos esteites, caso famoso é o da Blue Moon que produz uma ótima Witbier baseada na escola belga e que foi criada pela mente inventiva de um tal Keith Villa em uma pequena cervejaria em Denver. No entanto, essa cervejaria nasceu sob o domínio da Coors, uma das grandes americanas e que é uma subsidiária da SABMiller e que hoje faz parte do Império.

Essa cervejaria foi, ao que parece, a que deu a origem ao termo "crafty", expressão surgida da palavra craft que é a denominação para as cervejarias artesanais nos EUA. Crafty, para simplificar, seria algo que parece muito uma cervejaria artesanal, mas não é, pois pertencente a uma grande corporação e logo lhe falta a independência das crafts.

No Brasil, não lembro de uma história tão elaborada em torno de uma marca para fazê-la se passar por uma cervejaria artesanal.

No caso do Império, o mais próximo disso é a linha premium da Bohemia e que hoje possui alguns novos rótulos, mais semelhantes à pegada artesanal (antes havia apenas coisas como Weiss, Abadia e etc).

Outro exemplo seria a Therezópolis, que apesar de não ser de uma megacorporação, nuca foi uma pequena empresa, nos moldes de uma verdadeira artesanal. Mas essa cervejaria não é o nosso foco para o momento.

Basicamente, a ideia dessas pseudo-artesanais é pegar alguns novos consumidores incautos que estão cada vez mais exigindo qualidade, mas ainda não estão cientes do verdadeiro movimento artesanal.

2 -  Comprar e tomar para si marcas de cervejarias artesanais



Como diz na matéria original, "se não pode vencê-las, compre-as todas". Nos EUA o Império Galático comprou as cervejarias Goose Island, Elysian, 10 Barrel, Golden Road, Blue Point. Tais marcas sempre foram reconhecidas por sua qualidade, sendo que a compra por uma grande corporação não poderia lhes tirar o título de crafts. Segundo o discurso do próprio Império isso seria uma injustiça com a tradição dessas cervejarias. No entanto, esse papo não cola para a Brewers Association (entidade representativa das cervejarias artesanais dos EUA).

Por aqui, temos como exemplos bem claros a Wäls e a Colorado, compradas também pelo Império, sob o discurso de se criar uma escola cervejeira brasileira, uma verdadeira comunhão de esforços para levar boas cervejas para todos os rincões desse "Brasilzão".

Para nós desse blog, e para muitos cervejeiros artesanais, esse discurso também não colou.

3 - Combate ideológico: vocês todos são uns "beer snobs", cervejochatos

De um lado, eles tentam criar pseudo-artesanais ou mesmo adquirir marcas artesanais para ter parte desse mercado, por outro, fazem propaganda para desacreditar o movimento artesanal. Nos EUA ficou famosa a propaganda da Budweiser, inclusive repercutindo por aqui, no intervalo do Super Bowl, promovendo o orgulho de ser grande e de quebra tirando onda com os apreciadores de cervejas artesanais (saiba mais no Bebendo Bem).

Falando nisso, não passe por Beer Snob ao falar como um deles.

4 - Controle da distribuição

Você é livre pra decidir e vender o que você quiser


É notório que a AB-InBev tem poder econômico suficiente para adotar todo tipo de manobras anticoncorrenciais se não houver fiscalização e regulação de sua atividade. Nos EUA o Império tem dominado diversos pontos de distribuição, entre eles, grandes franquias de restaurantes, em que nenhuma outra marca de cerveja entra se não for do Império. Inclusive, os organismos do país já investigam essa atuação predatória (veja aqui)

Por aqui, a coisa não é muito melhor. Há diversos relatos de microcervejeiros que têm seus produtos negados nos mais diversos pontos de venda em razão de um lado oculto da força (nada muito declarado).

A atuação anticoncorrencial se verifica bastante facilmente na maioria dos bares espalhados pelo Brasil, os quais só trabalham com cervejas de uma grande marca. Onde vende Heineken, não vende Ambev, onde vende Ambev só vende Ambev. Claro, a empresa não proíbe o bar de vender outras cervejas, a questão é que ela terá que levar embora suas diversas geladeiras que muito gentilmente foram disponibilizadas ao estabelecimento, entre outras regalias perdidas que só uma megacorporação tem condições de conceder.

5 - Dominar o mercado por meio de fusões

Todos já sabem da negociata entre as duas maiores companhias de cerveja do mundo, SABMiller e AB-InBev. O Império cresce e passa a alcançar todas as regiões desse planeta, desse pequeno pálido ponto azul (como diria Carl Sagan). E o que é melhor, não tem pela frente seu maior concorrente, pois agora estão do mesmo lado. A empresa pode melhorar sua logística, pontos de distribuição e de quebra economizar uma quantia monstruosa de dinheiro em marketing agressivo, pois, como dito, sua maior concorrente não mais existe. Segundo a matéria em que baseamos esse texto, as duas empresas gastavam algo perto de 500 bilhões de dólares anuais em propaganda. Agora dá para diminuir isso pela metade (para ser bem simplista).



* Bônus * 6 - Lobby político

A matéria original não traz esse fato, esse é especial para leitores do Loucos por Ales. O Império fez diversas doações para campanhas eleitorais das mais diversas frentes e ideologias. Não admira que a proibição da venda de cerveja em estádios na Copa do Mundo da Fifa tenha se revertido e passou a vender apenas um tipo de cerveja (adivinha). E o Simples Nacional emperrado? (Saiba mais no Henrik Boden) Até agora não houve a inclusão das micros nesse sistema facilitado de arrecadação. Para tal negativa utilizam-se de argumentos mais do que demagógicos, como o fomento de empresas de bebidas alcoólicas e por consequência o incentivo ao abuso, entre outras besteiras.

A atuação de grandes corporações na política e em processos legislativos não é novidade, é o tipo de coisa que todo mundo sabe, mas ninguém gosta de comentar. Mas é preciso apontar essa força maligna sobre nossos facilmente corruptíveis políticos.

Que a força esteja com vocês amiguinhos.




segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Terça dos artesanais - Venha conhecer a criatura e o criador.

Se você gosta de cerveja, de fazer ou simplesmente de apreciar, a terça dos artesanais é uma excelente oportunidade de conhecer novas cervejas, aprofundar seus conhecimentos e, de quebra, participar de uma degustação grátis!

O evento tem o apoio da Acerva Paranense e é muito frequentado por cervejeiros caseiros, então sempre ocorrem trocas de informações valiosas sobre características técnicas da cerveja e sobre a fabricação em si. Seja você apreciador, conhecedor ou cervejeiro, será de grande proveito.

Na próxima terça feira (10/11/2015) o evento acontecerá na cervejaria Masmorra ( R. Itupava, 1142 - Alto da Rua XV - Curitiba) e será capitaneado pela Yankee Nanocervejaria, que apresentará algumas de suas criações, além de comandar o debate. A entrada é gratuita e a degustação também.



A Yankee Nanocervejaria é a criação do mestre Gean Carlo Vila Lobus, escolhido cervejeiro catarinense do ano no IV Concurso Estadual de Cervejas Caseiras da ACervA/SC, concurso em que foi premiado nas seguintes categorias:

Ales Inglesas:
3º Lugar – English Barleywine


Frutas, Especiarias, Defumadas, Madeira
1º Lugar – Wood-Aged Beer


Outros Hidroméis
2º Lugar – Braggot


No best of show, rodada em que são eleitas as melhores cervejas, independente de categoria, Gean ainda foi premiado com a melhor cerveja do concurso, com sua Wood Aged e terceiro lugar com o Braggot na categoria Hidromel. 







quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Os 10 mandamentos dos eventos cervejeiros

Para que e para quem servem os eventos cervejeiros? Esta é a pergunta que não quer calar em minha mente neste momento. Seguindo a linha de "O que ninguém vai te falar sobre festivais de cerveja", elencamos os dez mandamentos dos eventos cervejeiros.

Desde que começamos a nos interessar por cerveja, visitamos diversos eventos e festivais e agora fazemos questão de, pelo menos, passar pelos eventos mais importantes. Aprendemos muito com esta experiência e vamos ilustrar a realidade da organização de eventos cervejeiros com estes dez mandamentos.

Alguns dos mandamentos não são exatamente falhas de organização ou culpa do evento, mas são desvantagens claras em relacão a sentar em um bom bar para apreciar sua cerveja.  Vale também ressaltar os eventos que foram mais cuidadosos com estes fatores, proporcionando melhor experiência aos seus convidados:

1 - Cervejas Curitibanas - Quintana Café e Restaurante: Tirando alguns pequenos descuidos com a forma de apresentar e servir a cerveja, o Quintana cuidou de tudo na comemoração de seus sete anos.

2 - Festival Brasileiro da Cerveja - A Vila Germânica, em Blumenau, é a sede mais do que apropriada para o grande evento de maior qualidade que já presenciamos. 

Alerta: Não são todos os eventos que cumprem com todos os requisitos abaixo, mas mais da metade estará disponível no próximo final de semana, no evento mais próximo de você.


1 - Aguardarás em filas
Imagem: antropologiajuridicauesb
A fila é regra nos eventos cervejeiros, seja para comer ou para beber, você irá encarar filas. Muitas vezes você terá que enfrentar duas filas: uma para comprar o ticket e outra para capturar sua cerveja.  Bônus: Haverá fila para o banheiro também.



2 - Beberás em copos de plástico ou vidros de conserva



Imagem: www.beercast.com.br/

Com muita gente por todos os lados, é praticamente impossível prover copos adequados a todos. (Exceto Dum Day, que forneceu cristal a cada um de seus participantes). A moda, atualmente, é vender o caneco de acrílico ou copo de plastico, com a opção de devolver o dinheiro ao fim do evento, mediante a devolução do copo. Cabe ressalvar que o canequinho acrílico é legal, mas que quando você vai a um local especializado, deveria ter a oportunidade de beber em um copo de vidro, devidamente higienizado. Sabemos que a lógica de um evento ou festival é outra, mas este é um fato negativo quando em um festival.


3 - Ficarás em pé


Sim, não há lugar para todos se sentarem e, mesmo que houvesse, a maior parte do tempo você estará em pé em uma fila.

4 - Comerás mal



Em eventos cervejeiros a regra é: Hanburguer de Food Truck. Ou seja, comida ruim e cara. Você irá pagar caro para comer em pé um lanche de baixa qualidade, servido em pequena quantidade.

5 - Estacionarás em qualquer lugar


Imagem: cgn.uol.com.br/


Está certo que bebida e direção não combinam, mas quem é adepto do motorista da rodada não tem onde estacionar o carro. Nós, que vamos de bike, tampouco somos contemplados com espaço adequado ou segurança de estacionamento.

6 - Gastarás todo o seu dinheiro




Sim, os eventos normalmente não tem promoções convincentes de cerveja e, como mencionado no mandamento de número 4, a comida é caríssima.

7 - Beberás cerveja estragada 

Talvez o maior desgosto de um apreciador de cervejas seja tomar um chope com defeito. Desconfiamos que alguns eventos são organizados com o intuito de acabar com barris que possuem algum defeito (off-flavours, contaminação ou prazo de validade). A maioria dos eventos cervejeiros, infelizmente, tem servido chopes com algum defeito. 

8 - Beberás cerveja mal servida
Imagem: blogs.estadao.com.br/


Além de ser servido num copo inadequado, seu chope será servido com pressa (pois há fila), possivelmente por uma pessoa que não foi propriamente treinada (é necessário contratar muitos profissionais para atender a um batalhão de bebedores). Como já dissemos em "maneiras simples de dizer se um bar de cerveja é sério", o bico da chopeira não deveria tocar o copo e, muito menos, o conteúdo que fora servido. Mas, em alguns eventos, vale tudo: cerveja escorrendo pelo chão, bico da chopeira mergulhado na cerveja servida, troca do barril sem limpeza de mangueiras. Higiene zero.

9 - Não lavarás suas mãos

A regra é, gente suada e engordurada para todos os lados. Além de ter que aguardar na fila para utilizar um banheiro químico, você provavelmente não terá local apropriado para lavar suas mãos. Se comer um hambúrguer, deve se contentar apenas com o guardanapo. Mais uma vez, nota zero para higiene. Não é de se admirar que tanta cerveja contaminada seja servida neste tipo de evento. Nem todos os eventos oferecem torneiras para limpeza dos copos, que deveria ser obrigatória neste tipo de situação.


10 - Ficarás exposto ao tempo


Imagem: wp.clicrbs.com.br/


Este é um ponto que está melhorando muito, mas como a maior parte dos eventos ocorre a céu aberto e, invariavelmente há fila, você terá que encarar sol, chuva, frio, ou o que São Pedro mandar para você neste dia. 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Sobre os grandes contra os pequenos, as promoções do PDA, lojistas e valorização do comércio local.

Muito tem se falado da constante guerra entre grande e pequenos. Aqui, damos um breve pitaco.

Sobre as promoções do Pão de Açúcar de 50% de desconto em cervejas especias ou outras semelhantes.

Crédito: Maria Cevada


Como se sabe, o PDA lançou pelo menos 3 promoções com preços realmente atrativos, abaixo do mercado, que gerou certa comoção nos meios cervejeiros. Agora, há pouco, algumas vozes isoladas começaram a questionar tais promoções, alegando possíveis práticas ilícitas, ou no mínimo questionáveis.

Não sei porque se criou tanta polêmica em torno disso. São promoções pontuais, comuns em qualquer outro país que não no Brasil. Nós estamos tão acostumados com as Black "Fraudes" da vida, tudo pela metade do dobro do preço, que quando vemos uma promoção de verdade, já achamos que tem algo errado, que são táticas anticoncorrenciais e etc.

O Pão de Açúcar não pretende quebrar as lojas especializadas, e mesmo que quisesse, é óbvio que por meio dessas promoções não iria dar em nada.

Sobre a alegação de que os pequenos lojistas estão de mimimi e que têm de se diferenciar no atendimento

Novamente, alguns formadores de opinião cervejeira afirmam que os proprietários de lojas especiais estão reclamando sem motivo, e que têm que se diferenciar no atendimento, propiciando uma verdadeira experiência cervejeira ao consumidor. No capitalismo vale tudo, então não adianta reclamar do supermercado pertencente a uma empresa bilionária.

Simplesmente desprestigiar as reclamações das pequenas lojas, alegando que se trata do mimimi (posso ser repetitivo, mas deixo o registro do meu repúdio a essa onomatopeia) de quem não sabe brincar, que isso é o mundo capitalista e outros argumentos pseudoliberais, me parece um pouco injusto.

Muitos desses argumentos são também utilizados para justificar a compra das microscervejarias pelas multinacionais como AB-Inbev. Fala-se que tais aquisições vão melhorar preços, aumento da oferta (quantitativamente e territorialmente) e, também, qualquer revolta contra as fábricas compradas é esquerdismo, histerismo, medo do novo, ou argumentos que o valham. Esses defensores gostam de utilizar a expressão "Show me the beer" (em geral, os mesmos que usam o mimimi).

Vivemos em mundo de recursos que estão próximos da saturação, e não falo só da escassez de lúpulos, em decorrência de décadas de cultura capitalista, mas acima de tudo, consumista de necessidades supérfluas. 

Isso, em grande parte, decorre da massificação imposta pelas grandes corporações que criaram uma rede de atuação extremamente danosa, usurpadora de recursos naturais e humanos, sempre auxiliadas pelas instituições governamentais que presam pelas relações promíscuas com o capital.

Enfim, o resumo da ópera, as grandes empresas como Ab-Inbev, são sim vilões e não possuem mais espaço na atual realidade econômica e social, pelo menos nesse planeta (talvez tenham espaço na realidade marciana, em especial com a descoberta de água por lá).

Estamos em tempo de sustentabilidade, consumo consciente e racional, em especial se destacarmos a crise que bate à porta. 
Projetos como do slow food (existente em todo o mundo) e, na realidade nacional, o #compredopequeno do Sebrae são cada vez mais valorizados.

Agora mesmo o Sebrae está batendo forte nessa campanha. Veja que a compra dos comerciantes próximos a você desenvolve sua região, já que o dinheiro permanece circulando na sua comunidade. As pequenas empresas empregam muito mais pessoas e como regra possuem um impacto degradante  muito menor, ambientalmente falando, em todos os sentidos possíveis da palavra, ambiente natural, de trabalho etc.)

Então, me parece que se utilizar de um consumo consciente, fortalecendo a economia local, é um argumento verdadeiramente liberal, ao invés de apenas buscar preços, comprando das grandes e mantendo o círculo vicioso de exploração levadas a efeito por essas megaempresas e, pior, financiadas por nós mesmos.

No fim, acabamos pagando mais caro por produtos que sempre tivemos acesso gratuito. Não acha estranho comprarmos água da Coca-Cola? Coisa que sempre tivemos acesso gratuito e irrestrito e, em grande medida, ainda temos. Até hoje não conheci ninguém que tenha morrido bebendo água da torneira. 

Por isso, a meu ver, são válidas as campanhas e incentivos para compra do comerciante local e não de uma multinacional, só porque essa oferece melhores preços (o que nem sempre é verdade).

Claro é, que tais incentivos não retiram desses comerciantes a responsabilidade de prestarem um serviço adequado ao seu cliente. No mundo das cervejas, isso significa o cuidado no trato do seu principal produto, a tal cerveja. Coisa que ainda é muito deficiente na realidade nacional, em especial na quantidade cada vez maior de bares que passam a trabalhar com cervejas de maior qualidade. (Para identificar se o bar é bom - não, não é o que serve chope Brahma - recomendamos a leitura do texto 8 maneiras simples de dizer se um bar de cerveja é sério

Nesse texto, apenas traçamos um breve panorama para próximas discussões que estarão cada vez mais em voga nos núcleos cervejeiros nacionais. Em breve esperamos ter mais a dizer sobre os serviços em bares e lojas especializadas, valorização do comércio local face a atuação predatória das grandes corporações, etc. Falando em grandes corporações, veja Mais uma cervejaria comprada pela Ambev

  

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Prêmio Bom Gourmet - Os Melhores de 2015. Carta de Cervejas. Saiba quem tem a melhor! Na nossa opinião.

Esse ano tivemos o prazer de ter um dos Loucos como jurado do Prêmio Bom Gourmet - Os melhores de 2015, Gazeta do Povo, na categoria carta de cerveja.

Fonte: Gazeta do Povo


O critério de escolha leva em conta a quantidade de rótulos, chopes e serviço, sendo restrito aos estabelecimentos que servem comida.

Como fizemos nos dois anos anteriores, quando jurados da Veja Comer & Beber (veja aqui e aqui), fazemos questão de explicar as razões do(s) voto(s), até por respeito aos demais concorrentes.

Primeiramente, deixamos registrado os parabéns para o Bar Hop'n Roll, eleito como a melhor carta de cerveja pelo segundo ano consecutivo, e também aos demais indicados: Clube do Malte e Barbarium Beer Pub.

Mas o voto do nosso jurado foi para o bar O Pensador.

Antes de explicar o motivo do voto, um pouco sobre o bar. O Pensador já existe há um bom tempo (desde 2005) na rua Visconde do Rio Branco, esquina com a Alameda Julia da Costa, no Centro de Curitiba.

Fonte: Facebook/opensador


Em dias quentes é possível desfrutar das mesas ao ar livre, colocadas nas calçadas, um dos poucos assim na cidade.

Desde seu início, o bar tem forte ligação com a música, em especial o Jazz.

Há pouco mais de 1 ano, com os novos donos, que já frequentavam o bar por conta da música, O Pensador passou a ter uma forte ligação também com as cervejas artesanais.

De lá pra cá, o bar aumentou o número de torneiras de chopes, em torno de 10 opções, sempre dando preferência para as marcas regionais como Waybeer, Bodebrown, Bastards Brewery, Klein, Dum, Gauden Bier, Tormenta e etc. Possui também aproximadamente 60 rótulos em garrafas.

Fonte: Facebook/opensador


O bar continua com shows semanais de jazz e blues. Outro ponto de destaque é o cardápio, que manteve os "carros chefes" do O Pensador lá dos primórdios, que consagrou pratos como o Pica-Pau na mostarda. Vale recomendar também o Chacaburguer, excelente sanduíche da casa, acrescentado ao cardápio pela nova gestão.

O Pensador, apesar de não possuir tantas torneiras quanto Barbarium e Hop'n Roll, nem tantos rótulos quanto esse último e o Clube do Malte, possui o suficiente para passar bem a noite toda, sem enjoar de um estilo ou marca.

O grande diferencial, ao nosso ver, é a qualidade do serviço, visto que nunca tivemos experiência com chopes velhos ou estragados, ou a, igualmente ruim, experiência de tomar um bom chope em copos sujos e mal cheirosos.

Esse bar, sem pretensões megalomaníacas em relação ao número de chopes e cervejas, possui uma carta bem resolvida que atende a todos os gostos, acompanhado de boa música, ambiente intimista e excelente comida.

Ah, outro ponto muito importante. Quem nunca teve problema para escolher um happy hour com um grupo mais heterogêneo de amigos? Sempre tem aquele que se recusa a ceder para as cervejas artesanais (pelos mais diversos motivos), ou ainda, aqueles que são adeptos dos destilados e outros drinks. Pois é, no O Pensador é possível conciliar todos esses gostos, já que é um dos poucos bares com chopes e cervejas artesanais que também trabalha com um boa variedade de cervejas mainstream como Heineken e Antarctica Original, também contando com vinhos e destilados de todo gênero.

Em suma, não é a maior carta de cerveja da cidade, mas compensa na boa qualidade do serviço e na escolha dos rótulos. Afinal de contas, tamanho não é documento.

E aí, entenderam o porquê?


quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Como são feitas as cervejas "pretas"

Inspirado pela cervejaria Rise & Win Brewing Co., localizada na cidade japonesa de Kamikatsu, que implementou uma operação de desperdício zero, resolvi mostrar que as grandes cervejarias no Brasil também possuem uma política de reaproveitamento muito interessante, mas que você não vai achar nem um pouco atrativa.

A ideia surgiu logo após publicarmos o post sobre a "Baratinhas de Inverno", em que degustamos algumas cervejas escuras de grande distribuição (se quiser conhecer essa desventura clique aqui). Na oportunidade um pessoa que pediu para não ser identificada e que já trabalhou no controle de qualidade de uma grande cervejaria, nos contou sobre o processo para a produção das cervejas escuras do tipo malzebier, munich, etc.

Veja o que ele nos contou:

"fui funcionário de C.Q. de uma gigante nacional e tive colegas em outras empresas de porte semelhante. Cervejas escuras como a Munich e a Malzbier nessas empresas são feitas essencialmente do refugo de pilsen durante o envase, aquele volume final do tanque que não é bombeado. Esse refugo é transferido para um outro tanque na cervejaria, onde, após atingir um certo volume, são adicionados açúcar e corante caramelo e o produto segue novamente para o envase."

Apetitoso não?

Viu só, sem desperdícios. As artesanais têm muito o que aprender, E o que é mais legal, tal modificação nos refugos das cervejas ainda ganha um raio semi-gourmetizador, deixando ela até quase duas vezes o preço da standard american lager.

Abraço amiguinhos, e cuidado com as baratinhas escuras.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Cervejaria artesanal, até em que ponto?

Não é de hoje que vemos no mercado exemplos de grandes marcas comprando as pequenas, isso vale também para o universo das cervejas, porem nesse caso, em especial, vimos grandes movimentações de compras nesses últimos meses. As principais e que mais geraram polêmica foram as feitas pela massificada AmBev, adquirindo a cervejaria mineira Wäls e mais recentemente a Colorado de Ribeirão Preto.
Fonte: Jornal RN
No universo do Marketing e do Design nos preocupamos e entendemos os cuidados e o trabalho que as marcas, no caso as cervejarias, têm em criar uma identidade sólida e consistente, com uma história e experiências para seu público. Óbvio que todos querem crescer e ganhar dinheiro com seu negócio, mas a que preço vale se tornar uma gigante conhecida ou então se deixar levar pelo dinheiro e vender a sua cervejaria? Muitas marcas na maioria das vezes se perdem nesse trajeto de crescimento e acabam se deixando levar pela empolgação, ou até mesmo o desespero, deixando de lado parte da sua essência,a qual, querendo ou não, é o charme que atrai o público consumidor desse universo.

Crescer é bom, porém sempre há uma contrapartida, como por exemplo o fato de diminuir a atenção ou ter dificuldade no controle da qualidade dos ingredientes e da produção da cerveja. Por definição, e aqui pego emprestado o texto de outro blog conhecido nosso, as cervejas artesanais são aquelas que “são consideradas pelo  cuidado que têm com sua produção” e “com produções mais restritas (mas não necessariamente pequenas), o que leva a produtos com resultados finais muito interessantes e diversificados.” (Fonte: Brejas)

No mercado vemos alguns exemplos de cervejarias que foram vendidas para outras maiores, sejam elas massificadas ou artesanais, como é o caso da compra da Meantime pela SAB Miller e recentemente da Firestone Walker pela Duvel Moortgat. Por outro lado temos referencias das que resistiram às vendas e resolveram enfrentar o caminho mais difícil, se manterem pequenas e valorizar sua histórias.


Um excelente exemplo de que se deixar levar para o caminho mais fácil nem sempre é a solução,  foi com o que recentemente nos deparamos lendo um artigo sobre a Odell Brewing Company, situada no Colorado. Os fundadores e proprietários venderam a cervejaria para nada mais nada menos que os seus funcionários. Parece estranho mas foi uma maneira inteligente de se manter no mercado e valorizar ainda mais sua história e as pessoas que trabalham duro lá dentro. 



A Stone Brewing é outra que já está firme e forte desde 1996, apesar das tentações e das dificuldades continua “pequena”, com relação a distribuição e acessibilidade, mas possuem uma identidade de marca muito forte e bem característica deles. No próprio site da Stone vemos também a valorização de todos os profissionais envolvidos no processo de “criação” da cerveja, desde a fabricação e coleta de matéria prima até chegar na parte comercial, de vendas e divulgação. 

São esses aspectos e cuidados que estão nas mãos das cervejarias artesanais e são os seus principais diferenciais, de poderem fazer e trazer experiências únicas e feitas com carinho e pensadas em cada detalhe para o consumidor. Portanto fica a questão para a reflexão, até que ponto vale a pena crescer financeiramente e em termos de estrutura e acessibilidade? 


sexta-feira, 17 de julho de 2015

As baratinhas de inverno

O frio chegou e com ele a oferta de cervejas baratinhas "pretas" nas gôndolas dos supermercados. O Loucos por Ales preparou o figado, e como fez com as baratinhas do carnaval, se aventurou por esse mundo um tanto quanto intragável.

Viva a revolução


Vamos aos números:

- Foram 7 as cervejas "degustadas";

- 2 ânsias de vômito;

- quase uma dor de cabeça;

- 7 meias cervejas jogadas ralo abaixo;

- 2 Loucos por Ales extremamente contrariados e;

- 1 noite de cervejas ruins.

Agora, vamos às marvadas:

Schin tipo Munich 4,5% ABV: (lata R$ 2,25) a mais clara entre as disponíveis, de cor marrom avermelhado. Corpo leve e bastante adocicada.

Caracu tipo Stout 5,4%: (lata R$ 2,45) a única que indica levar malte torrado na composição. Na minha lembrança já foi mais amarguinha. Em que pese ser menos doce do que a maioria das concorrentes, ainda é muito para uma stout. Um pouco mais encorpada que a Schin, mais escura e com espuma marrom.

Bohemia Schwarzbier 5%: (lata R$ 2,29) corpo leve, cerveja preta com espuma bastante clara, sumiu depois das duas primeiras, e olha que as anteriores não eram o que se pode chamar de marcantes.

Xingu 4,6%: (lata R$ 3,49) quase tão escura quanto a Caracu, apresenta bastante dulçor, mas é a mais equilibrada de todas. Quase dá para chamar de cerveja.

Petra 4,4%: (long neck R$ 2,29) bastante carbonatação, bem opaca e não temos muito mais a dizer...

Devassa Negra 4,8%: (long neck R$ 3,39) A única que é de alta fermentação (Ale) e que ao contrário das concorrentes, não vai corante caramelo. Na teoria, deveria ser a melhor cerveja. Mas, sinceramente, não se destaca em comparação às demais.

Brahma Malzebier 4%: (long neck R$ 2,29) Essa é nossa conhecida de infância, também lembrada por ser bebida por mulheres no período de amamentação. Queridinha entre as senhoras por ser docinha. Mas bota doce nisso, ela é extremamente enjoativa.

Nota: cheiro de ovo, presença de DMS ou outros defeitos do gênero não foram mencionados porque são a regra nas cervejas experimentadas.

Após bebermos todas essas baratinhas de inverno, podemos dizer que se você acha que as cervejas tipo pilsen de massa são um protótipo de cerveja, as pretas nem poderiam ser enquadradas como uma falsificação de stout ou schwarzebier ou qualquer outro nome que se utilize para definir cervejas. Se pensamos que a tarefa das baratinhas de carnaval foi difícil, não contávamos com o que estava por vir. Essas cervejas não são pretas, são o verdadeiro lado negro da força.


segunda-feira, 13 de julho de 2015

Mais uma cervejaria comprada pela Ambev

Imagem: paladar.estadão.com.br

O maior fato cervejeiro da semana passada foi a compra da cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto, pela Ambev. Sendo esta a segunda abocanhada do ano no Brasil, cinco meses após a Ambev comprar a mineira Wals, todos se perguntam: "Qual será a próxima?"

Vários nomes foram citados pelos interessados no mercado cervejeiro. Façamos uma análise para tentar determinar quais seriam os próximos alvos:

Quais as características comuns entre Wäls e Colorado?




Wäls Colorado
Faturamento anual R$9 milhões

R$18 milhões

Produção mensal 80.000 litros

135.000 litros

Rótulos 21

18

Tradição 15 anos

20 anos


Tanto a Wäls quanto a Colorado possuem projetos internacionais, com rótulos já em fase de exportação. Ambas possuem produção consistente e vasta rede de distribuição no Brasil.


Ao compararmos os perfis de produto Wäls e Colorado, podemos ver que são linhas de cervejas complementares e que não competem entre si.

Ao contrário do que a Ambev declarou sobre estas compras, o que as suas escolhas denotam é que seu objetivo não é o de construir uma cultura cervejeira brasileira, mas sim, de recompor seu domínio no mercado. Note-se que as duas cervejarias adquiridas são, provavelmente, as duas que mais permearam o mercado nacional. Sendo assim, fica cada vez mais difícil comprar cerveja que não seja da Ambev.

Ficou muito claro que a Ambev, com estas aquisições, não tem interesse em comprar receitas de cerveja, cultura cervejeira, o que interessa são fábricas consistentes, tradicionais e com representatividade de mercado. Ou seja, eles compram quem mais incomoda, quem mais tira faturamento deles. A partir daí, fica fácil analisar quais seriam as possíveis novas integrantes do grupo da Bohemia. A partir daqui, não falamos mais em cerveja, falamos em mercado, faturamento, capacidade de produção e do quanto cada uma pode incomodar a Ambev.

Quais as potenciais compras?

Feitas as devidas considerações, vamos à análise mercadológica das possíveis compras:

Nomes que já foram citados em outros sites e por entusiastas do ramo: Bierland, Bodebrown, Waybeer, Coruja, DaDoBier.


Bierland: Cervejaria de qualidade consistente, bem distribuída no mercado e que, apesar do viés tradicionalista, tem valores menos calcados na cultura cervejeira e na qualidade do que no mercado ($). Pelo perfil, pode ser uma boa aposta.

Coruja: Possui clientes devotos e cultura própria, tem boa distribuição e boa capacidade de produção, pode ser uma das escolhidas. 

Do alto de nossas buscas, encontramos uma cervejaria que não foi citada mas possui perfil muito semelhante às duas já adquiridas: a Amazon Beer. Cervejaria com capacidade de produção equivalente às novas integrantes do grupo Bohemia, tem se espalhado rapidamente pelo Brasil e, assim como Colorado e Wäls, já trabalha com projetos de exportação de suas cervejas. Ainda não está tão pulverizada no mercado nacional mas tem capacidade e competência para ganhar sua fatia do bolo.

Bodebrown: A Bodebrown é muito premiada e já fez várias parcerias para cervejas no exterior, mas tem produção acanhada em relação às escolhidas pela Ambev. Caso a busca fosse por qualidade e cultura cervejeira, esta cervejaria escola poderia estar nos planos da gigante monopolista, mas nosso palpite é que não é isso que irá acontecer.

Waybeer: Cervejaria que desponta pela qualidade e variedade de seus rótulos, tem sido bem distribuída e é um dos nomes mais comentados, entretanto ela tem um perfil diferente das duas já adquiridas por produzir muito menos e faturar cerca de um terço do que fatura a Wäls.

DaDoBier: Já é uma gigante do setor, muito mais difícil de ser negociada, com capacidade de produzir 1 milhão de litros por mês e faturamento de mais de R$200 milhões anuais, distribuídos não só em cerveja, mas em pubs, restaurantes e outros empreendimentos.

Com o anúncio da compra da Colorado, a Ambev começou a se posicionar em relação a estas aquisições, demonstrando que está orientada a ganhar mercado, investindo em cervejarias de médio porte, já consolidadas e com poder de mercado significativo.

O que houve no Brasil foi o maior interesse do mercado em consumir cervejas artesanais e, quando isso tomou corpo a ponto de atrapalhar os negócios da gigante, ela teve que reagir. Vale comentar que estas aquisições fazem parte da política mundial da AB Inbev, que em Maio deste ano também comprou a Bogotá Beer Company, maior cervejaria artesanal da Colômbia e deve continuar a comprar cervejarias pelo mundo. Talvez o processo de compras no Brasil não continue tão acelerado e nenhuma outra cervejaria seja comprada nos próximos meses, mas que fique bem claro, estamos falando apenas de negócios e não de cultura cervejeira, qualidade ou qualquer outro valor estimado pelos cervejeiros artesanais. No mundo da Ambev, o que vale são as cifras.


E aí, qual o seu palpite para a próxima aquisição da Ambev no Brasil?


Referência bibliográfica:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_microcervejarias_no_Brasil
http://revistabeerart.com/news/2015/7/12/ambev
http://www.reuters.com/article/2015/07/07/us-ab-inbev-brazil-ambev-idUSKCN0PH1SZ20150707

terça-feira, 30 de junho de 2015

7 coisas que podemos aprender com o Viajante Cervejeiro

Se você acompanha o movimento cervejeiro que desabrochou mais recentemente no Brasil, possivelmente você já ouviu falar sobre o Viajante Cervejeiro (se não, leia mais aqui), o publicitário que resolveu empreender uma viagem pelo Brasil passando por tradicionais pontos cervejeiros e trazendo à tona outros bem menos conhecidos.


Não é difícil criar empatia com o boa praça, de fala mansa, que hoje se apresenta como Edson Carvalho Junior, cuja profissão e filosofia de vida é viajar bebendo boas cervejas, conhecer novos lugares e pessoas, tudo com um orçamento bastante sóbrio (apesar da dificuldade de conciliar a sobriedade com uma viagem cervejeira, em todos os sentidos).

O projeto Viajante Cervejeiro pode parecer só mais um desejo individual realizado por alguém que se livrou das amarras de uma vida ordinária (comum). No entanto, analisando-se mais detidamente, podemos retirar valiosos ensinamentos para seguirmos em nosso dia a dia, ainda que tenhamos uma estilo de vida bem mais convencional.

1. Procure viver daquilo que você gosta - ah, claro! Quem não iria gostar de viver de cerveja?! Pois é, apesar de parecer simples, quase ninguém tem coragem encarar um desafio como o que nos propõem o viajante.
Hum, pois bem, mas não precisamos ser tão radicais quanto no caso do estilo de vida adotado por Edson. Alguns, almejam apenas um emprego com horário mais flexível, ou em uma profissão que é "mais a sua cara", mas mesmo assim, estão paralisados pelo comodismo que os impedem de abdicar com coisas que acreditamos ser essenciais como estabilidade e segurança.

2. Tenha um planejamento - Possuir um planejamento é importante na realização de qualquer tarefa. Porque não o seria em nossas vidas? Aquela história de "deixar a vida me levar" pode ser a origem de ansiedades e falta de motivação, decorrentes de perguntas como, "por que vim ao mundo?", "que motivo tenho pra levantar da cama pela manhã?", em resumo, "o que faço da vida?". Portanto, é importante que você possua um ou mais objetivos claros, e planeje suas ações para alcança-los.
No caso do Viajante ele possuía em seu planejamento pelo menos um objetivo bem claro: Viajar durante um ano, passando por todos os estados brasileiros, bebendo boas cervejas, tudo isso, pegando caronas e dormindo contando com a ajuda daqueles que quiserem apoiar esse projeto.
O Viajante Cervejeiro já viaja há mais de um ano e visitou os estados da região Sul, Rio de Janeiro e começa agora o Estado de São Paulo, o que nos leva ao próximo ponto!



3. Seja flexível - Traçar um planejamento com objetivos claros tem como função dar um rumo mais racional às nossas vidas, mas isso não pode ser fonte de frustrações. Temos que lidar todo o tempo com falhas e atrasos no planejamento e saber como encarar tais fatos da melhor forma possível, tendo consciência de que isso é a coisa mais comum. Sem julgamento, sem se martirizar por conta desses percalços. Encare como uma oportunidade de rever seu planejamento de acordo com as novas realidades. Isso faz parte da diversão! Pergunte ao Edson, aposto que ele entende que o atraso no seu itinerário é uma coisa natural, e que em grande parte, é a graça desse tipo de projeto. Contar com o inesperado a todo momento. Garantia de ficar longe da monotonia. Esse tópico pode ser relacionado com o próximo.

Viajante total flex


4. Tenha uma perspectiva positiva dos acontecimentos - "Merda acontece" - já diria Forrest Gump - e sempre irá acontecer. Lama, chuva, falta de carona, cerveja ruim também (talvez diria o nosso viajante). Por que então deixar isso acabar com o seu dia? Respire fundo, mantenha o foco e siga em diante. Pense que seu trajeto é feito de escolhas tomadas por você de forma racional (na maioria das vezes, pelo menos). Logo, pense que isso é uma parte indissociável do seu projeto. Assim:

5. Seja responsável por seus atos - Ninguém te obrigou a estar na situação em que você se encontra. Assuma a responsabilidade pelos seus atos e pelas consequências deles decorrentes. Pare de culpar o destino ou resto do mundo pelos acontecimentos. Dessa forma você fortalece a sensação que possui o "destino" em suas rédeas e tem motivação para encarar de uma maneira melhor os seus obstáculos. Em resumo, você até pode chorar pela cerveja derramada, mas levante-se logo e vá até o balcão buscar outra.



6. Pratique o desapego - O Viajante Cervejeiro, bem como os monges budistas, praticam o desapego aos bens materiais de forma bastante efetiva. No caso de nosso andarilho barbudo, ele se livrou de grande parte de suas coisas, desde carro, roupas e até uma coleção de copos de cerveja (eu sei que pra muitos cervejeiros esse último seria impensável). Tudo que ele tem cabe em uma mochila. As cervejas? Essas ele carrega na barriga e na lembrança, quando não prática atos de caridade com amigos cervejeiros.
Nós também não precisamos de tantas "coisas". Não importa o quanto você consiga acumular, sempre será necessário mais e mais para saciar as vontades consumistas. Por isso a dica é simples. Invista mais em experiências de vida e em relações interpessoais e menos em coisas.

7. Fuja das armadilhas do ego - Seja humilde, não subestime os conhecimentos dos outros, seja um bom ouvinte, aprenda algo com cada carona recebida ou cerveja compartilhada, ao invés de tentar impor suas ideias e opiniões. Essa é importante para os cervejeiros de internet. Evite polêmicas no Facebook. Isso porque, na maioria das vezes as discussões só servem para saciar o ego dos interlocutores. Ali ninguém está disposto a ouvir e mudar de opinião, mas sim, em ganhar um debate, a qualquer preço.



E você, tem algo a dizer sobre esse projeto, compartilha desses "princípios", gostaria de dividir alguma experiência agregadora conosco? Você é nosso convidado, pegue uma cerveja e junte-se à nós nessa mesa de bar que se chama vida (essa foi pesada :P)

Créditos das imagens: @viajantecervejeiro



quinta-feira, 28 de maio de 2015

Kings of the Craft: o novo The Beer Hunter

Desde que recebemos uma curtida no Instagram do Kings of the Craft, há pelo menos um ano, começamos a acompanhar esse interessante projeto de jovens, porém calejados cineastas (se é que assim podemos chamar), acerca do movimento das Crafts na costa oeste dos Estados Unidos, mais especificamente San Diego.

E agora, finalmente, foi lançado o primeiro episódio do documentário, com aproximadamente 20 minutos faz algumas entrevistas com personagens do movimento de cervejas artesanais da região, entre eles o figurão Greg Koch, da Stone Brewing Co. e Yussef Cherney da Ballast Point, etc.

De acordo com o filme, San Diego hoje é a meca das cervejas e o lugar a ser visitado nos EUA, no que eles chamam de Beercation (beer + vacation).

A cidade conta com mais de 100 cervejarias e pelo menos 1400 estabelecimentos especializados no serviço com cervejas artesanais!!

Eles são verdadeiros Hop maníacos, as pale ales west coast, são consideradas IPAs em outras partes dos países, IPAs, consideradas double IPAs, e as Double IPAs de San Diego são uma verdadeira pancada de lúpulos.
Versão Loucos por Ales da Double IPA
Uma das entrevistas mais interessantes é do Greg Koch da Stone, em especial quando ele prega que aqueles que pedem pela cerveja mais leve do bar, na verdade está pedindo socorro, e por isso é necessário que algum bom samaritano resgate essa alma e a traga para o universo das boas cervejas.

Ficou curioso?

Veja mais na fanpage do Kings of the Craft e vejam o vídeo completo aqui.

Pra terminar, deixo com vocês a definição de Craft Beer:

"An explosion of art and science coming together to build a drinkable masterpiece"


terça-feira, 26 de maio de 2015

Circuito de Sanduíches do Curitiba Honesta

O Curitiba Honesta inicia seu maior festival, o Circuito de Sanduíches que acontece entre 11 e 27 de junho, contando com 44 estabelecimentos com criações próprias para seus sanduíches, com valores fixos que partem de R$ 10,90.

O grande diferencial nesse festival é o patrocínio da Eisenbahn. Esperamos que com isso haja alguma espécie de promoção para as cervejas que acompanharem os sanduíches participantes.

No lançamento reservado à imprensa, pelo menos, o representante da Kirin Brasil, detentora da marca Eisenbahn, garantiu que iria oferecer aos comerciantes as cervejas com um valor mais atrativo. Vamos esperar!

Foto: Gean Cavalheiro


Essa é a lista atualizada dos estabelecimentos participantes. Para informações detalhadas, acesse Curitiba Honesta

1. Angel’s Burger
2. Armazém Santana
3. Aufenhaus
4. Aurora Bar
5. Bahir Shawarma
6. Bar do Dante
7. Bar do Pacha
8. Barbarium Beer
9. Baroneza
10. Bella Banoffi
11. Boa Prosa
12. Bom Scotch
13. Boteco La Grappa
14. Café Snege
15. Canabenta
16. Celeiro Hamburgueria
17. Cidadão do Mundo
18. Cervejaria da Vila
19. Dali da Esquina
20. Don Kebab
21. Gás Burger
22. Green Dog
23. Hamburger Sub
24. Hamburgueria Agua Verde
25. Hamburgueria Rústica
26. Harvest Folk Bar
27. Haus Bier
28. Jabuti
29. Joaquim Jose
30. La Chiviteria
31. Maia Box
32. Menina Zen
33. Muzik Hamburgueria
34.  Na Casa do Ganso
35. Porco Nobre
36. Prime Grill
37. Quermesse
38. Quincho Grill
39. Rocky Chicken
40. Schnaps
41. Silzeu’s
42. Simples Assim
43. The Best Ribs
44. Trovatore Burguer

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Beer Geeks se preparem, o Brewce chegou ao Brasil!

Depois de muita expectativa ontem fomos conferir o lançamento do mais novo produto para os Beer Geeks de plantão, o Brewce, e o pessoal da Mad Gulliver não poderia ter escolhido lugar melhor para fazer o evento.

Ele aconteceu no Bar Gibi, situado na Vila Mariana em São Paulo, e segundo os donos do estabelecimento ele ainda está operando na sua versão BETA. Mesmo assim conta com uma infinidade de eventos como workshops, palestras, oficinas, encontros de ilustradores e muitos outros projetos bacanas tanto para os aficionados como para os artistas.

Foto por Loucos por Ales

Logo de cara podemos perceber a incrível decoração, de deixar qualquer nerd com muita inveja. O lugar é um refugio perfeito para os amantes de quadrinhos, jogos, filmes de ficção científica, aos colecionadores e também aos cervejeiros, apresentando uma grande variedade de garrafas para serem consumidas no local.

O lançamento contou com uma degustação organizada pelo pessoal da Zurwellen Tasting Time e da distribuidora Botecaria onde foram apresentados 3 rótulos da Cervejaria Nacional (Sa’si Stout, Kurupira Ale e a Mula IPA) nas diferentes taças do Beertone.

Foto por Loucos por Ales

Enquanto nós experimentávamos as cervejas e nos surpreendíamos a cada minuto com a decoração do local os artistas da Quanta academia de artes estavam personalizando em tempo real alguns Brewces, que ficarão expostos no local.

Foto por Loucos por Ales

O Brewce já está sendo encaminhando para as pessoas que ajudaram no crowdfunding do projeto , para aqueles que querem adquirir um em breve já estarão disponíveis no site do Beertone.

Cheers pessoal da Mad Gulliver pelo incrível e carismático projeto e a todos os envolvidos no lançamento.

sábado, 9 de maio de 2015

A Importância da Cerveja Local

No último Festival Brasileiro da Cerveja, acontecido em Blumenau no mês de março, participamos de algumas ações no stand do Beertone, como comentamos aqui. E foi lá que tivemos contato com alguns produtos com os dizeres: "Taste global, drink local" que, em tradução livre quer dizer: "Experimente globalmente, beba localmente".

Imagem: bebidaliberada.com.br


Taste global/drink local é um paralelo ao conceito mundialmente difundido que diz: "Think globally/Act locally" - Pense globalmente, aja localmente. Pensar globalmente e agir localmente aplica-se a uma grande variedade de contextos, como ecologia, negócios ou planejamento, mas como poderia funcionar para a cerveja?

Taste Global
É mais do que óbvio que se você quer conhecer mais sobre cerveja, ou sobre qualquer coisa que é produzida globalmente, você deverá provar de várias fontes diferentes. Falando especificamente de cerveja, os variados estilos são reflexo de tradições locais na produção da bebida. Existem, inclusive, variações de estilos tradicionais de acordo com características locais. Em suma, para entender de cerveja é imperativo conhecer cervejas do mundo todo e quanto maior a variedade, melhor.

Drink Local
À primeira vista, faz sentido apoiar as cervejarias locais, desenvolver a cena local e fomentar aquilo que tanto admiramos e tantas emoções nos proporciona. Prestigiar os produtores locais só traz vantagens para todos, pois possibilita o aumento de suas estruturas, a pulverização da rede de distribuição, todo mundo sai ganhando.

Mas eu gostaria de ir além e pensar no caráter da bebida e que influências isso poderia ter no consumo, por que outra razão você deveria beber cervejas locais? Pelo mesmo motivo que não é costumeiro beber leite importado. Assim como o leite, a cerveja é muito melhor quando está fresca e é por esta razão que você talvez nunca conheça realmente uma cerveja até que possa degustá-la diretamente "da teta da vaca".

Após pasteurizada, envasada, transportada, aquecida e resfriada, sua cerveja apresentará atenuação dos aromas de lúpulo, o dry hopping pode aparecer de maneira menos marcante, a carbonatação e o creme também serão afetados. Por exemplo, uma cerveja que, quando fresca, apresente um delicado aroma de pêssego, rapidamente pode perder esta característica, deixando mais evidentes aromas e sabores menos sutis. Isso é muito válido para IPAs e, principalmente, American IPAS, cervejas que se sustentam no amargor e frescor do lúpulo. Os sabores frutados e cítricos são os primeiros a desaparecerem na "evolução" da cerveja na garrafa.

Imagem:100hdwallpapers.com


É por isso que growlers são uma forma muito interessante de se beber cerveja, pois você terá a experiência mais próxima possível do fabricante; a cerveja fica pronta e vai direto para a sua boca. =)

Por essas e outras, acreditamos que a melhor cerveja que você poderá obter possivelmente será uma cerveja local, produzida recentemente e, de preferência, não pasteurizada. Vale também a nossa dica antiga: "É bom frequentar bares onde o chope tem mais saída. Bar vazio significa chope velho."

Além das vantagens de tomar a cerveja fresca, ao fomentar a indústria local você contribui com um efeito muito interessante: Chope local de altíssima qualidade sendo servido em bares e custando o mesmo ou menos do que Brahma ou Heineken. Somos prova disso e temos vários exemplos aqui em Curitiba.


A nós, cabe o papel de entender e executar o "Taste global/Drink local", só temos a ganhar com isso. Te vejo no São Francisco!


Image:etilicos.com



sexta-feira, 24 de abril de 2015

Microcervejarias, atenção...Fight!!!

O ramo das cervejas artesanais pode muitas vezes ser reconhecido por sua veia colaborativa em que grandes ajudam pequenos que ajudam menores, tudo num ambiente de puro amor cervejeiro.

A guerra declarada é contra as grandes corporações sem escrúpulos e sem coração. No entanto, o site Thrillist aponta que as coisas não andam tão harmoniosas no mercado cervejeiro estado unidense (o qual, nós brasileiros, nos comportamos de forma muito semelhante). Fala-se, inclusive, em uma bolha das crafts. Como exemplo, cita-se duas demandas judiciais relacionadas a marcas e nomes, entre Lagunitas x Sierra Nevada e Bells x Innovation.

Fonte: Thrillist


Acredito, no entanto, que falar em bolha cervejeira, a exemplo do que ocorreu em meados da década de 90 nas terras do Tio Sam é exagero. Trata-se de um mercado bastante maduro e em constante crescimento e evolução (técnica e organizacional).

Agora, no Brasil, aqui temos que tomar um pouco mais de cuidado. Nós ainda não passamos por uma bolha nos moldes dos EUA, em que a oferta de cervejas superou a demanda. Possivelmente isso não venha acontecer, visto que aqui, ao contrário de lá, é muito caro produzir cerveja para o comércio. Mais caro que consumir, com certeza. Logo, acho difícil nos depararmos com o cenário de oferta superarando a demanda.

Todavia, guerra entre microcervejarias, isso sim é possível que ocorra. À boca pequena, e às vezes não tão pequena, fala-se em desunião entre alguns grupos que se identificam por região geográfica ou apenas por filosofia. Recentemente, questões políticas também despontaram nas mídias cervejeiras, a exemplo das novas regras de tributação e do apoio de pequena parcela dos cervejeiros, que de alguma forma, representavam politicamente toda a categoria, mas o benefício foi em favor de poucos e detrimento de muitos.

Vamos aguardar cenas dos próximos capítulos e ver no que dá!

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Parceria nova no ar, Viajante Cervejeiro e Mad Gulliver

Entre muitas cervejas, cervejeiros, blogueiros e entusiastas o Festival Brasileiro de Cerveja nos trouxe algumas novidades e surpresas, como comentamos no post anterior, dentre elas uma nova parceria entre nada mais nada menos que o Viajante Cervejeiro e o pessoal da Mad Gulliver (criadores do Beertone e do Brewce).



A idéia da parceria é criar diversos produtos relacionados com o Viajante cervejeiro. A primeira parte do projeto chega com o tema “Follow your Style”, que tem como conceito as experiências e os diferentes  caminhos que o Viajante se depara para chegar em um novo bar ou encontrar novas cervejas. Essa proposta chega até nós em formato de um adesivo em vinil super bacana, que pode ser aplicado em diversas superfícies, e com a ilustração do artista mexicano Sérgio Neri (que ajudou no desenvolvimento do Brewce).

Fonte: Mad Gulliver

Ficaram curiosos para saber o que mais vem por aí?! Nós também, e para deixá-los ainda mais ansiosos o pessoal da Mad Gulliver está preparando algo grande para a comemoração de 1 ano do projeto Viajante Cervejeiro, que acontecerá no início de Maio.

O adesivo já está a venda pelo site do Beertone, e para mais informações sobre o projeto vocês podem entrar em contato pelo viajante@madgulliver.com ou contato@viajantecervejeiro.com.br
 

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