quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Cerveja sem milho, por favor



Nas palavras do Rei da Cerveja, “cerveja puro malte é uma questão de statis”. Na verdade, não se trata só disso, mas também de respeito ao próprio paladar pelo apreciador cervejeiro e, acima de tudo, significa respeito ao consumidor que gasta seu suado dinheirinho para ter um dos prazeres mais acessíveis no planeta.

É em razão disso que cada vez mais se difunde pelas redes sociais e outras mídias a campanha pela cerveja #semmilho e outros adjuntos que são colocados dissimuladamente pelas grandes cervejarias naquilo que eles chamam de cerveja pilsen, gelada,refrescante, leve, e tantos outros eufemismos que escondem a cruel verdade...cervejas aguadas e sem sabor que só são tragáveis quando estupidamente geladas (falando nisso, aprenda a gelar a sua breja em 5 min). Estúpido é o adjetivo certo para tomar indiscriminadamente tais bebidas.

Aquilo que as grandes corporações insistem em chamar de cerveja, têm em sua composição adjuntos como milho e arroz que servem para baratear os custos de produção e aumentar os lucros estratosféricos das companhias.

(internet)
Isso não é novidade no mundo. Tanto é que na Alemanha, com vistas a inibir a prática de se colocar adjuntos na cerveja para baratear custos, criou-se a Lei de Pureza da Baviera de 1516 que exigia que as cervejas produzidas só poderiam levar água, malte, lúpulo e levedura.

Por aqui, os pequenos cervejeiros pleiteam junto aos órgaos fiscalizadores que fiscalizem e regulem de forma que haja mais transparência por parte das cervejarias na divulgação da composição de seus produtos, que muitas vezes são apenas "réplicas" de cervejas.

Enfim, isso é parte do que fundamenta as campanhas por cervejas de melhor qualidade e, portanto, com menos adjuntos,  e que muitos bebedores mais incautos não conseguiam entender por que diabos da hashtag "sem milho".

Por isso, cerveja sem milho, por favor.

Um lupulado abraço aos colegas cervejeiros.



segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Loucos por Ales - Gelando Cerveja em 5 Minutos


Neste novo vídeo testamos diversas técnicas que prometem gelar sua bebida rapidamente, acompanhe o resultado e nunca mais tome cerveja quente.  



terça-feira, 19 de novembro de 2013

Nova identidade visual

O Loucos por Ales está de cara nova, como vocês podem ter percebido, e isso é graças ao trabalho da designer Julia Possiede que não apenas foi responsável pela nossa nova identidade visual, mas abraçou a causa do nosso blog e passou a ser também mais uma evangelizada pelas cervejas de artesanais.

Deixamos o registro da nossa total confiança e recomendamos o trabalho desta designer,
pautado no profissionalismo e, acima de tudo, na dedicação ao nosso projeto.

Cheers Julia Possiede!!
O Loucos por Ales te deseja todo o sucesso!








domingo, 17 de novembro de 2013

O Rei da Cerveja

Loucos por Ales de visual novo e muitas novidades estão por vir. A primeira delas é nosso primeiro vídeo: O Rei da Cerveja, nossa humilde versão para o recente "Rei do Camarote".


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O amadurecimento do paladar cervejeiro



Um estudo de pesquisadores da universidade de Stanford , nos Estados Unidos, está gerando muita repercussão sobre a evolução do paladar dos apreciadores de cerveja. Tal estudo mapeou de forma brilhante como as avaliações dos usuários mais experientes é diferente daquelas realizadas por usuários iniciantes. Segundo o material, os usuários iniciantes possuem tendência a apreciar cervejas de menor graduação alcoólica e menor amargor, enquanto as cervejas mais potentes e mais amargas recebem notas muito mais altas quando avaliadas pelos usuários mais experientes.  Você pode acessar o conteúdo integral do documento clicando aqui.

A partir deste trabalho, estão surgindo comentários de que o fato de experts em cerveja apreciarem cervejas mais amargas e mais pontentes está relacionado à dessensibilização do paladar ou, até mesmo, à conformidade social, que, segundo eles, seria a influência dos comentários das pessoas mais experientes sobre aquelas que ainda estão trilhando seu caminho na estrada cervejeira.

Acredito que diferentes cervejas possuem diferentes níveis de complexidade e que é necessária mais experiência para poder apreciar alguns estilos. Por este motivo, devo discordar da opinião acima referenciada.


Assim como numa degustação, em que provamos as cervejas mais leves e mais fáceis antes das mais potentes e complexas, o entendimento de certos estilos de cerveja normalmente acontece de forma gradativa e é este o principal motivo para a alteração no paladar de acordo com a experiência do degustador. O estudo chega a citar cervejas como Budlight, dizendo que degustadores tendem a odiar mais esta cerveja com o passar do tempo. Uma resposta lógica para esta afirmação é o simples fato de que, ao conhecer melhor as práticas de fabricação e os ingredientes de cada cerveja, o degustador irá rejeitar cada vez mais as cervejas que utilizam-se de cereais não malteados e que possuam conservantes em sua composição. Chega a ser ofensivo tomar uma cerveja com tais ingredientes após descobrir o que eles realmente representam, tanto que é comum encontrar postagens nas redes sociais utilizando a hashtag #semMilho, em alusão às cervejas que utilizam milho ou outros cereais não malteados em sua composição.

Para um iniciante os sabores e aromas mais complexos de alguns tipos de cerveja não são distinguidos com clareza e isso afeta a percepção em relação à cerveja como um todo. Por exemplo, uma cerveja muito lupulada pode parecer apenas amarga aos paladares mais incautos, incapazes de perceber as nuances florais ou até mesmo o contraste de uma alta carga de malte presente na mesma cerveja.

Em resumo: Mesmo com mais experiência e consumindo regularmente cervejas mais potentes, não tenho nenhuma restrição com lagers, cervejas menos potentes ou menos amargas. Ao conhecer novos e diferentes estilos, percebi que minha avaliação inicial levava em consideração menos fatores do que hoje em dia mas continuo apreciando muito algumas cervejas como mild ales, pilseners e witbiers, o que me leva a crer que foi a minha avaliação que melhorou ao conhecer melhor os ingredientes, estilos e diferentes sabores das cervejas.

E você, acha mesmo que seu paladar está se dessensibilizando ou que é influenciado pelos comentários de outras pessoas a gostar mais de cervejas mais fortes?



segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Loucos por Ales na Veja Comer & Beber 2013/2014

Saiu a nova edição da revista Veja Comer & Beber Curitiba e nós participamos do Juri para eleger os melhores bares da cidade.

Votação - Bares em Curitiba
As novidades da edição deste ano foram o Le Voleur de Vélo (melhor caipirinha e bar revelação) e o Hop n Roll (melhor carta de cervejas).  Os demais eleitos já são velhos conhecidos do público curitibano. 

Nosso voto prestigiou os bons bares que praticam preço justo e se mantem fiéis às suas origens. Abaixo o voto completo do Loucos Por Ales e uma breve descrição de cada um dos escolhidos:

Boteco: Stuart - Em meio à correria do dia-a-dia, faça uma breve visita ao passado: um dos bares mais antigos do Brasil, inaugurado em 1904, tem um ambiente que remete à antiga Curitiba. Boa cozinha, preço justo e a presença de algumas cervejas especiais nos atraem a este nostalgico boteco, que não deve nada aos seus contemporâneos da Lapa, no Rio de Janeiro.

Carne de Onça: Mercearia Fantinato - Em abiente antigo e intimista a carne de onça é preparada na hora de ser servida, bem diante dos olhos do cliente.

Carta de Cervejas: A Varanda Beer House - A Varanda é um bar com ambiente agradável para dias quentes e possui grande variedade de chopps e cervejas, inclusive com alguns chopps internacionais que ainda não desfilaram por outros bares da capital.

Caipirinha:  Hora Extra - Na happy hour do hora extra a música é agradável e a caipirinha foi uma grata surpresa.

Happy Hour: Tartaruga - Delicie-se com os cortes de cordeiro, servidos todas as segundas-feiras, neste emblemático espaço que remete à década de 1970. Preço justo, um excelente churrasco e cerveja sempre gelada em uma das melhores localizações da cidade.

Música ao vivo: Crossroads  - O Crossroads nunca está vazio. De terça a sábado sempre há boas bandas mandando ver no palco do Cross.

Para ir a dois: Venda Armazém e Boteco - Com ares de mercearia de interior, o boteco fica em uma vizinhança tranquila e inspiradora para uma boa conversa a dois.

Para paquerar: Vox  - No fim de semana, a pista funciona até o amanhecer, animada por DJs que tocam black music, electro rock e dance. Apenas um lance de escadas separa o agitado salão do tranquilo segundo andar, um lounge com sofás e mesas ideais para quem pretende bater um papo na companhia de um petisco.

Bar Revelação: Barbarium Beer Pub - Em meio à revolução cervejeira, o bar revelação traz ótimas opções de cerveja e um excelente cardárpio. Não deixe de provar os petiscos e curtir o bom e velho rock n roll no Barbarium.


E você, concorda com os eleitos? Tem alguma sugestão? Deixe seu comentário.




segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Cheers! Cerveja para cervejeiros e cervejeiras

Olá, loucos!

Dando prosseguimento às nossas matérias colaborativas, hoje teremos a participação de Julia Possiede, designer de jóias, e uma nova entusiasta do mundo das boas cervejas.

O legal desse post é que poderemos compartilhar das impressões de alguém que acabou de chegar e passou a desfrutar desse universo fascinante.

Sem mais delongas, vamos com nossa convidada!

_____


Olá leitores do Loucos por Ales, fui convidada pelo Adriano, um dos responsáveis por me introduzir no universo cervejeiro,  para contar sobre um curso que aconteceu na metade de Agosto, aqui em Curitiba, sobre cerveja, Cheers!! Cerveja para Cervejeiros e Cervejeiras.

O evento foi organizado pela “A Grande Escola”, vale a pena dar uma olhada no site deles, pois eles tem uma proposta muito legal de cursos, sempre acontecendo em locais diferentes e abordando os mais variados temas. O Cheers aconteceu no EmpórioMercatore, um espaço muito charmoso com um atendimento de primeira. Lá podemos encontrar uma grande variedade de temperos e condimentos, massas, chocolates, vinhos, espumantes e (é claro) cervejas. Se você procura por um presente especial para dar para alguém lá é um lugar bem bacana para encontrar coisas diferentes, com produtos nacionais e importados.




Sem mais propagandas e vamos ao que interessa!

O conteúdo do curso foi abordado de uma forma muito enxuta e simples, porém bem completa, indicado para aqueles que estão entrando agora nesse universo.
Tivemos uma breve passagem da história da cerveja, surgimento, curiosidades (inclusive, tem um documentário da Discovery que fala só sobre isso, para quem quiser se aprofundar ou apenas matar a curiosidade, eu indico: “Como a cerveja salvou o mundo”).

Aprendemos sobre os principais ingredientes presentes nas cervejas e quais os adjuntos adicionados a elas que são bons ou não. Descobri que eles são os principais causadores do mal-estar da “ressaca do dia seguinte” e que realmente a cerveja quando é “boa” (tem uma qualidade/cuidado com relação aos ingredientes escolhidos) dificilmente vai te deixar enjoado no dia seguinte. Claro que também tudo tem limite...





Na seqüência uma explicação bem sucinta sobre as principais escolas cervejeiras (Inglesa, Belga, Alemã e Americana) e as características de cada uma assim como suas principais cervejas.
Vimos também as classificações das cervejas e o quão importante é saber exatamente que tipo de cerveja se encaixa dentro de cada uma, não só para quem vai fabricá-las ou participar de concursos mas também para nós que vamos apreciá-las... querendo ou não quando você vai tomar uma nova cerveja fica mais fácil de escolher a de seu gosto se você sabe as características de cada “grupo”. Dessa maneira, as chances de experimentar e não gostar acabam sendo menores, claro que sempre há exceções. 
Outro detalhe que, para mim era claro com relação ao vinho, mas eu não imaginava que com o as cervejas seria a mesma coisa, é a importância do copo. Por óbvio, em determinadas situações, como aquelas em que se está sentado com os amigos aproveitando um final de tarde depois do trabalho tomando uma cerveja, não vai dar tanta importância para isso, mas vi que o sabor da cerveja muda dependendo da qualidade e do formato do copo que você usa.





Bom finalmente chegamos a etapa da degustação, para cada curso realizado as cervejas experimentadas mudam, no nosso caso foram elas:




A degustação foi muito interessante, experimentamos no começo as cervejas mais “tradicionais” não tão encorpadas e que são opções mais “aceitáveis” pelas pessoas, por assim dizer.
Aos poucos os sabores foram ficando mais interessantes e complexos, amargor, frutado... chegando enfim no que , para mim, foi a surpresa da noite... a Liefmans. Eu jamais imaginei que uma cerveja pudesse ter um sabor tão diferente e surpreendente, muito parecido com um frisante. Para quem tiver a oportunidade de experimentar, vale muito a pena, pois é o tipo exemplo em que quebramos com todos aqueles pré-conceitos que temos sobre alguma coisa.

Bom espero ter atiçado a curiosidade de vocês sobre as cervejas, indico esse curso para aqueles que, assim como eu, gostam muito de apreciar, experimentar e dar algumas boas risadas. 

_______

É isso aí cervejeiros e cervejeiras!

Aguardem por mais novidades!!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Nova da Guinness

Olá amigos e amigas cervejeiros!

Fazia tempo que não passava nada por aqui, mas hoje vimos um comercial da Guinness que vale compartilhar.

Mais uma vez, os marketeiros da cerveja jogaram o estereótipo das tradicionais propagandas do setor pela janela.

Veja o resultado!



sexta-feira, 9 de agosto de 2013

segunda-feira, 29 de julho de 2013

La bella Italia - Por Fernanda Zacarias

Neste post, recebemos com muita honra a contribuição internacional da Chef Fernanda Zacarias, do blog Alma Gulosa:
"Nosso querido padrinho Daniel me convidou para escrever um pouco sobre cervejas italianas.
Fiquei super honrada com o convite, mas confesso que por medo de escrever abobrinha, fui atrás de informações confiáveis para os leitores do "Loucos por Ales" e esse post demorou muito mais do que o esperado.
Inicialmente, resolvi contactar alguns birrificios italianos na região da Pianura Padana para marcar uma visita e aprender sobre os métodos italianos de produção de cerveja.
Por incrível que pareça, todos os birrificios contactados negaram uma visita! Alguns alegaram que não possuem “estrutura” para a recepção de visitantes, enquanto outros não esconderam que querem manter em segredo a sua receita.
Confesso que fiquei um pouco surpresa com a negativa das visitas, tendo em vista que geralmente os italianos são orgulhosíssimos de seus produtos e amam exibi-los para o mundo!
Sem sucesso, fui em busca de um entendedor do assunto e conheci um dos bons!
Peguei um trem para Bologna para conhecer Marco Degli Espositi e sua Birroteca La Tana del Luppolo.
Tana Del Luppolo
A Tana comporta mais ou menos 300 rótulos de cervejas europeias (em especial belgas e alemãs) e 6 variedades "alla spina”, que são aquelas servidas como chopp, direto do "barril".
No espaço também são oferecidos aperitivos e pratos simples para acompanhar a degustação.
Marco e sua esposa Camila trabalham juntos nesse espaço imperdível para quem gosta de cerveja. Típico italiano, ele se irrita “um pouco” quando um cliente pede uma Poretti, Moretti ou Nastro Azurro. Compreensível!

Tendo em vista sua paixão por cervejas artesanais de máxima qualidade, Marco trabalha com paixão para servir a melhor gelada aos clientes e, pelo que percebi, com o avançar das horas tornam-se todos amigos!
Se você é marinheiro de primeira viagem, ele te faz umas cinco perguntas antes de sugerir um dos rótulos. 
Questionei como andava a produção de cervejas artesanais na Itália e se, assim como no Brasil, ele sentia que as pessoas estão descobrindo que a cerveja pode ser uma companheira da boa mesa assim como o vinho.
Muito honesto, Marco disse que a produção na Itália ainda patina bastante. Existem bons produtos, mas competir com a qualidade e preço das belgas e alemãs ainda é muito difícil. 
Quanto à segunda pergunta, ele disse que o grande problema é que as pessoas acham que entendem de cerveja, mas no fundo ainda trata-se de uma bebida que está ligada à quantidade e preço baixo, motivo pelo qual tem gente que paga 30 Euros em uma garrafa somente pelo status sem saber sequer apreciar o que está bebendo.
Finalmente, pedi que ele sugerisse 3 rótulos italianos de degustação obrigatória.



Seleção de cervejas italianas
E a seleção foi realmente espetacular (da esquerda para a direita):
TIPOPILS – Birrificio Italiano  Seca, amarga, forte aroma de lúpulo. Segundo informações constantes no rótulo, em tradução livre: “Poderia parecer a mais normal de nossas cervejas, mas é ela que deixa mais a nossa marca, que se faz apaixonar. Sussurra histórias dos campos de cevada, jardins de lúpulo e entrega intacta a quinta essência de seus perfumes. Cerveja clara, 5.2% vol. alcool. Produzida com lúpulo selecionado dos melhores cultivadores da zona de Tettnang, Alemanha”.
LOM BIRRA CRUDA MARRON BUONO DI MARRADI – Birra Cajun – Cerveja escura produzida com malte de cevada e “Marron Buono” di Marradi, uma espécie de avelã cultivada na região de Firenze. Muuuuito aromática, é uma cerveja bem especial. Segundo informações do rótulo, em tradução livre:  “Marron Buono di Marradi está disponível durante todo o ano, salvo quando  toda o estoque é consumido. A LOM  é feita com “marron” congelado, que é secado e tostado manualmente. A cerveja possui notas que lembram morango e damasco, com retrogosto de tostado devido à leve tostadura da castanha à chama viva”.
32 NEBRA –  De coloração clara, é a cerveja TOP do Birrifico 32, um dos mais conhecidos e respeitados da Itália. Conforme informações do rótulo, em tradução livre: “É clara, compacta e persistente, delicada com fina perlage. Possui aroma de flores brancas, caramelo e toques sutis de especiarias. Sabor delicado. 8% vol. alcool (uhuuuu). Temperatura de serviço 8 a 10 °C”.
Adorei conhecer as 3, mas a TIPOPILS do Birrificio Italiano foi a minha preferida, porque eu gosto de cerveja sem frescura e com gosto de cerveja!!!
De qualquer maneira, se uma passada pela Itália está nos seus planos, não perca a oportunidade de experimentar essas belezinhas.
Como o meu negócio é “mangiare”, eu acho que cerveja combina sempre com comida tranquila, aquela bem boa que a gente reparte com os mais queridos...  (com exceção de Guiness com ostra.. já provaram? É perfeito!)
Sendo assim, sugiro acompanhar com a sua cerveja umas belas fatias de porchetta, mortadella, prosciutto cruddo, parmiggiano, focaccia bianca ou alla genovese... o momento também pede uma pizza al taglio e arrancino.
Procure acomodar-se em alguma escadaria medieval ou renascentista, de preferência de frente para alguma praça para iniciar os trabalhos.
A Itália é assim. Irritantemente apaixonante!"
Agradeço novamente à Fernanda pela contribuição, quem quiser viajar mais pela Itália e pela gastronomia pode visitar o blog Alma Gulosa.

Mais fotos:




quinta-feira, 25 de julho de 2013

Eisenbahn 11 anos

Hoje é certamente uma data importante para a revolução cervejeira que vem ocorrendo no Brasil. Trata-se do aniversário de 11 anos da Eisenbahn, com certeza uma das principais cervejarias da nova geração e das defensoras de nova ideologia de cervejas de qualidade inquestionável.

Muitos talvez se identifiquem com o que vou falar. A Eisenbahn foi pra mim uma espécie de primeiro passo, uma porta de entrada para o verdadeiro mundo das cervejas.

Ao começar a conhecer essa cervejaria de Blumenau/SC, começou também a crescer o interesse em desvendar esse novo e intrigante universo.

A cervejaria Eisenbahn, desde seu início, sempre teve uma proposta muita clara, trazer a boa tradição européia de se fazer cerveja, em especial a alemã, isso até por conta da intensa colonização dessa etnia na região. Para isso, adotou a Lei de Pureza da Cerveja (Reinheitsgebot).

No entanto, a fábrica não se limitou aos ingredientes tradicionalmente admitidos pela lei: água, malte (cevada e trigo), lúpulo e fermento. Com o tempo, passou a criar cervejas de outras origens, tal como belga, notadamente reconhecida por utilizar diversas especiarias e frutas em suas cervejas.

Desde sua criação, a Eisenbahn tomou a frente em muitos aspectos da nova tradição cervejeira nacional.

Em 2004 produziu a primeira cerveja orgânica do país (Eisenbahn Natural);
fonte: facebook.com/cervejaeisenbahn

Em 2005 lançou a Rauchibier, a primeira a utilizar maltes defumados, especialmente elaborada para harmonizar com charutos;

2006 foi lançada uma das mais queridas pelos consumidores, a Strong Golden Ale, uma Belgian Ale frutada e com sabor marcante, além da primeira cerveja com processo champenoise por esses lados tupiniquins, a 
Eisenbahn Lust. Essa, posteriormente, ganhou uma versão mais seca e, na minha opinião representou uma evolução da Lust, a deliciosa Prestige;

Em 2007, aproximou-se do consumidor lançando o 1º Concurso Mestre Cervejeiro, em que os participantes enviam suas receitas e a escolhida é produzida, de forma limita, pela fábrica.

Apesar de passar pela administração de duas grandes corporações a fábrica manteve-se fiel à sua tradição e continua a ser respeitada e premiada no universo cervejeiro. Inclusive, acredito que seja a cervejaria com o maior número de premiações no Brasil.

Por tudo isso, e muito mais, é que o Loucos por Ales saúda a Eisenbahn em seu 11º aniversário e afirma, sem medo de errar, que é uma das cervejarias mais importantes na nova era que se inicia. “Eisenbahn – A
autêntica cerveja”


Parabéns a todos que fizeram e fazem parte dessa história! Longa vida à Eisenbahn!


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Harmonizações pela cidade - A Varanda Bar

Em um dia de típica inspiração curitibana, provocada pelo friozinho persistente, visitamos o bar A Varanda para mais Harmonizações pela Cidade.

O inverno sempre pede pratos mais quentes, suculentos e cervejas mais fortes, encorpadas. A pedida da vez foi Escondidinho Americana acompanhado de duas cervejas locais: Pagan IPA e Bodebrown Tripel Monfort.

Escondidinho no pão
O escondidinho no pão é um prato convidativo e nutritivo, que leva queijo mussarela, ovo cozido, bacon, presunto, cebola e batata palha. Como regra básica de harmonização comparam-se as cervejas Ale (de alta fermentação) aos vinhos tintos, enquanto as cervejas Lager entrariam como equivalentes aos vinhos brancos. Qual o motivo disso? As cervejas Ale possuem sabor mais marcante e complexo, indicadas a acompanhar pratos mais fortes e temperados, enquanto as cervejas Lager, mais refrescantes, são adequadas ao acompanhamento de pratos mais leves.


Bodebrown Tripel Hop Monfort - Fonte: untappd.com
As duas cervejas degustadas nesta noite possuem sabores distintos e realçam características específicas do prato. 
A Pagan IPA é uma cerveja forte, de coloração acobreada e aromas frutados, de forte sabor amargo e cítrico, com final seco. Há presença de maltes que remetem a caramelo e mel, mas o lúpulo finaliza o sabor e torna o final da cerveja muito seco,
A Bodebrown Tripel Monfort é uma cerveja mais clara, de coloração dourada e sabor bem mais suave, adocicado e equilibrado, com forte presença de especiarias e sabores de frutas como laranja e abacaxi, mas não se deixe enganar, o lúpulo também cumpre seu papel e acompanha os sabores adocicados e cítricos com seu leve amargor até o cessar de cada gole.
Com duas Ales em punho, vamos ao prato. O escondidinho possui muitos sabores fortes e marcantes, que tornariam uma cerveja lager nada além de coadjuvante. Com bastante recheio e bem temperado, o prato fica devendo apenas em crocância e aparência, que poderia melhorar se o mesmo ganhasse cobertura de queijo parmesão e alguns minutos ao forno.

O resultado desta harmonização é uma viagem sensorial, na qual diferentes sensações serão evidenciadas ou atenuadas pela bebida que acompanha o prato; com a Tripel os sabores do prato são evidenciados e prolongados, enquanto as especiarias da cerveja acrescentam paladares aos ingredientes do recheio, dando a impressão de temperar o prato com sabores mais requintados. Já quando acompanhado da IPA, o paladar torna-se mais seco, menos persistente. Adicione pimenta ao prato e, com o favorecimento da pimenta provocado pelo lúpulo marcante da IPA, você terá um prato simples e marcante, com realce das características mais picantes e dos sabores mais acentuados do bacon, por exemplo.
Pagan IPA

Sugiro a todos que façam esta experiência com cervejas diferentes e pratos fortes, tenho certeza de que surpreenderão com a diferença nas nuances de sabores realçados nas cervejas e nos pratos. 

O escondidinho serve uma pessoa e custa menos de R$15, com mais R$15 você poderá desfrutar de um dos diversos chopps especiais e internacionais ofertados pela casa. O bar A Varanda fica na rua Colombo, 349, no Bairro Ahú.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Relax na segunda-feira

Preguiça nesta segunda-feira?


Fonte:http://kasiaduzy.wordpress.com


Aprenda a conseguir uma cerveja sem sair do lugar...



"Old but gold"! Excelente campanha da Heineken. A Heineken tem uma das marcas mais reconhecidas mundialmente e investe pesado em propaganda e na qualidade de sua cerveja premium lager.

A marca é tão forte que conseguiu que James Bond trocasse seu dry martini por nossa querida cervejinha!

Por hoje é só pessoal...essa foi só pra animar o começo da semana de trabalho!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

A cerveja secreta! Não é fácil encontra-la

De tempos em tempos, navegando pela internet, nos deparamos com coisas que podem ser chamadas de geniais, mas nem sempre têm o alcance proporcional à sua criatividade.

Recentemente, chegou a mim, uma campanha realmente excepcional de uma cervejaria artesanal espanhola chamada Senador Volstead.

Ironicamente, esse foi o senador responsável pela lei seca nos EUA na década de 20, proibindo a produção e comercialização de bebidas alcoólicas em todo território estado unidense.

A ideia gira em torno de uma “cerveja secreta”, a qual não é facilmente encontrada e comprada. Tal proposta remonta à época da lei seca em que os sedentos americanos passaram a criar maneiras criativas de distribuir as bebidas.

No caso da Senador Volstead, o vídeo promocional mostra a cerveja escondida em locais secretos dentro de bares. Mas a grande sacada, fica na forma de esconder o produto online.

Ao acessar o site, você será direcionado para uma singela página de venda de ursinhos de pelúcia feitos à mão.



Mas, ao alterar o tamanho da página de seu computador ou virar seu tablet ou smartphone, você descobrirá o site escondido da cerveja!!



E o mais legal, comprando a cerveja pelo site, elas serão entregues escondidas dentro do Teddy Bear!




Ah sim! Ambos os sites têm paginas próprias no facebook.



CURIOSIDADE


Nos EUA, os famosos ursinhos de pelúcia, ganharam o nome de Teddy Bear em menção ao presidente Theodore Rossevelt. Segundo a “lenda”, o presidente, durante uma caça, teria se recusado a atirar em um velho urso que guias da caça teriam previamente amarrado a uma árvore.


Logo a história se espalhou e criaram-se charges. Ao ver um desses desenhos, o dono de uma loja de doces teve a ideia de batizar ursinhos feitos à mão por sua esposa de “Teddy's bears”.

site: Artplanet





E isso é tudo amiguinhos!

Em breve, vamos preparar um post especial sobre a lei seca nos EUA. Aguardem!!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Harmonizações pela Cidade


Em "Harmonizações pela cidade" buscaremos combinações entre cervejas e pratos/petiscos pelos bares e restaurantes de Curitiba. O primeiro teste ocorreu no Bar Cana Benta. Experimentamos a carne de onça servida com o tradicional pão preto acompanhada de uma Paulaner Weiss.

A refrescância da tradicional cerveja de trigo alemã vai muito bem com o famoso petisco do sul do Brasil. 

Em que pese se tratar de um prato a base de carne vermelha possui um sabor delicado e com acidez conferida pelos temperos. Além disso, as ervas do prato casam com o leve sabor de especiarias característicos das cervejas de trigo alemãs.

Foto: Bar Cana Benta


A brincadeira sai por aproximados 30 reais e serve muito bem como petisco para duas pessoas.

O Bar Cana Benta fica na Rua Itupava, 1431- Alto da Rua XV.

Até a próxima!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Cerveja encorpada, tem certeza?


Imagem: Blog Quatro Cantos do Mundo


Sabemos que nem só de sabor se faz uma cerveja. É comum dizer que durante uma degustação, mais de um de nossos sentidos é envolvido; logicamente o sabor e o aroma são os mais notáveis, entretanto, a aparência do líquido, a formação de espuma e os sons são fatores que também influenciam a experiência sensorial.

O assunto de hoje é corpo, uma das características a compor a sensação táctil da degustação. Some a carbonatação e a temperatura da cerveja com o corpo e estará quase completo o time de sensações que vão além do óbvio, além do sabor e do aroma.

Possivelmente a mais comum das confusões durante a apreciação de cervejas seja o fato de confundir uma cerveja saborosa com uma cerveja encorpada. A cerveja encorpada é aquela que possui maior licorosidade, maior viscosidade, e esta característica não está diretamente relacionada à intensidade do sabor ou do amargor. Este é um conceito que foi difundido erroneamente pelas propagandas das cervejas mais populares. Quando a cervejaria quer dizer que lançou uma cerveja que se parece menos com as aguadas tão conhecidas dos churrascos brasileiros ela diz que a cerveja é encorpada, geralmente com a voz de um locutor tentando sensualizar o termo: "Encorpaaada, saborooosa".

Opa, acabei de citar cervejas aguadas, seria este o termo correto para designar as american lagers e cervejas mais baratas do nosso mercado? A impressão que temos ao tomar é exatamente esta, de uma cerveja menos concentrada, como se fosse, realmente, mais diluída. Todavia, tecnicamente ela não recebe mais água ou é menos alcoólica. O que ocorre é que a presença de cereais não malteados e a baixa quantidade de malte de cevada utilizados na preparação destas cervejas conferem a ela um sabor menos acentuado, em prol de uma suposta drinkability maior, uma maior refrescância.

Então, afinal, o que é uma cerveja encorpada? Encorpada é aquela cerveja que preenche sua boca, que demora mais para escorrer por sua garganta. A Petroleum é uma cerveja muito encorpada, a Duvel também tem um corpo considerável, enquanto a Brewdog Punk IPA já possui um corpo mais modesto e as nossas baratinhas são exemplo de cerveja com pouco corpo.


Qual a sua impressão sobre o corpo das cervejas? Deixe um comentário com a cerveja mais e a menos encorpada que você já tomou.

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