quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O que você faria com R$10 Milhões?

O que você faria se ganhasse um prêmio de 10 milhões de reais? Essa era a pergunta que não queria calar em nossa mesa. Viagens, carros, apartamentos? Convém pensar com calma o que fazer com o dinheiro pois não é incomum que milionários percam tudo em poucos anos.

"O homem que perdeu 315 milhões em 4 anos

O maior prêmio lotérico já concedido na história foi de fabulosos 315 milhões de dólares. O vencedor foi Jack Whittaker, um americano de 55 anos, que já tinha uma ótima estabilidade financeira trabalhando no ramo da construção civil. Assim que tirou a sorte grande, sua vida deu uma virada. Para pior. Ele foi preso por dirigir alcoolizado e ameaçar o dono de um bar. Assediou uma mulher em um “cachorródromo” (local onde se aposta em corridas de cães). E começou a perder dinheiro. Ladrões levaram 545 mil dólares de seu caro quando ele estava em uma boate de strip tease, levaram mais 200 mil em outra ocasião, sempre em dinheiro vivo. Whittaker foi processado por uma empresa ao passar cheques sem fundo para um cassino, no valor de 1,5 milhões de dólares, a fim de encobrir suas perdas no jogo. Mas a destruição de sua vida estava só começando. Sua mulher pediu o divórcio, sua neta e o namorado dela morreram de overdose meses depois, sua filha – mãe da neta já falecida – morreria pouco tempo depois por causas ainda não esclarecidas. Hoje, ele está sem família e sem sua escandalosa fortuna. Se serve de consolo, ele também praticou o bem com o dinheiro. Doou 1o milhões para associações cristãs de caridade, e com 14 milhões criou a “Jack Whittaker Foundantion”, uma ONG destinada a ajudar necessitados de West Virginia, estado onde mora."
Fonte - Hipescience

Agora, o que os 10 Milhões tem a ver com cerveja?  Tudo! Rica é uma descrição muito apropriada para a cerveja de hoje: La Trappe Quadrupel



Enquanto decidíamos o que fazer com os 10 milhões, eu degustava esta cerveja que é fabricada pela Koningshoeven, única fabricante de cervejas trapistas fora da Bélgica.

A cerveja trapista é um tipo de cerveja produzida sob a supervisão de monges da Ordem Trapista. Dos 171 mosteiros trapistas existentes no mundo apenas sete produzem cerveja (seis na Bélgica e um nos Países Baixos). Estes sete mosteiros são os únicos autorizados a marcar seus produtos com o selo de autenticidade trapista, garantindo a origem monástica de sua produção. As verdadeiras cervejas trapistas são: Orval, Westvleteren, Rochefort, Westmalle, Achel, Chimay e La Trappe.


Quadrupel é a mais potente, mais rica e mais alcoólica das trapistas (10%) . A coloração é âmbar-avermelhada e há boa formação de espuma com um creme levemente amarelado e persistente. Os aromas presentes nessa cerveja são complexos e muito agradáveis, a presença marcante de frutas vermelhas e pêssego convidam ao primeiro gole. Na boca esta cerveja apresenta corpo médio e sabores bem definidos, tudo em plena harmonia. O malte se pronuncia com dulçor enquanto o calor do álcool aquece sua boca, não deixando que os lúpulos, amargos, se escondam em nenhum momento. O equilíbrio perfeito, a riqueza de aromas e de sabores  em perfeita harmonia são a definição ideal para esta sacra cerveja.


Respondendo ao questionamento do início desse texto, não sei exatamente o que faria com 10 milhões, mas certamente o faria de maneira a jamais deixar de ter bons momentos com boa companhia, boa comida e boa música, afinal, não preciso de extravagâncias, apenas de bons amigos para dividir boas cervejas e grandes experiências. Aproveito para saudar e agradecer aos presentes na noite de ontem.




quarta-feira, 20 de junho de 2012

Wäls Petroleum não é uma cerveja qualquer.

A cerveja Wäls Petroleum definitivamente não é uma cerveja qualquer. Feita a partir de uma receita homônima da cervejaria curitibana Dum, esta é uma parceria que deu muito certo.  Já comentamos anteriormente e não cansamos de enaltecer as cervejas especiais fabricadas no Brasil e, dentre as principais cervejarias, certamente a Wäls é uma das preferidas por manter a regularidade e a qualidade em todos os seus rótulos, ou seja, se estiver na dúvida, compre Wäls e não se arrependerá, podemos garantir.

Quando falamos em degustação de cervejas especiais, o primeiro assunto a ser abordado é que beber cerveja não se trata apenas de apreciar os diferentes sabores de cada cerveja, mas sim da experiência proporcionada a todos os sentidos, e é aí que a Petroleum se destaca. Tudo começa com a história, que unida à fama que precede a bebida e o nome sugestivo, que muito combina com o estilo, já nos deixam muito curiosos.



A garrafa rolhada é um charme à parte. Quando o líquido negro escorre espesso pelo copo, formando uma espuma marrom, consistente e escura, a Petroleum mostra a que veio.  Petroleum é uma cerveja preta, do tipo russian imperial stout, viscosa, opaca e de alto teor alcoólico (12%). Uma cerveja de paladar forte e amargo, com notas de café, chocolate e o leve dulçor das russian imperial stouts, porém sem ser enjoativa.  Indicada para o frio, pelo alto teor alcoólico, somado aos maltes torrados e à grande quantidade de lúpulo, a Wäls Petroleum é mais do que uma cerveja, é uma experiência completa para todos os sentidos. Parabéns à DUM e à Wäls por este sucesso.



terça-feira, 29 de maio de 2012

AMBEV sustentável


É isso aí pessoal, não é só de microcervejarias que se faz a nova cultura cervejeira. E nada mais em voga do que ações relacionadas ao desenvolvimento sustentável.
Nessa passada, vale trazer iniciativa de um grande (mega) cervejaria, bem conhecida entre nós, a AMBEV (detentora de marcas como Skol e Brahma, entre muitas outras).
A AMBEV, com vista ao uso racional dos recursos hídricos, criou o Movimento CYAN.
Esse movimento tem por fim incentivar o engajamento da sociedade, despertando a consciência coletiva acerca do valor da água e sua utilização responsável, bem como agindo de forma direta em ações ambientalmente sustentáveis.
Entre as ações, além do melhoramento do sistema produtivo com conseqüente diminuição do desperdício de água, a empresa se comprometeu a adotar as bacias hidrográficas em que se localizam suas fábricas - e não são poucas, 35 exatamente - sendo o projeto-piloto a bacia do Paranoá-Corumbá, no Distrito Federal, atuando na melhoria dos recursos hídricos.
Além disso, a Ambev, em parceria com a ONG Waves for Water, promoveu ação humanitária doando filtros de água desenvolvidos pela ONG, para comunidades com dificuldade de acesso à água própria para consumo. Destacam-se dois projetos, “Água Pura, Serra Viva”, em prol dos atingidos pelas chuvas na região serrana do Rio de Janeiro e “Amazônia – Drop Solidário”, que distribuiu filtros para as comunidades ribeirinhas às margens do Rio Amazonas.
(Fonte: Waves For Water)

Ainda, no sítio do movimento CYAN você poderá encontrar diversas informações sobre temas referentes aos recursos hídricos, dicas para economizar água, quizzes, e até um programa de pontos para quem economiza água que poderão ser utilizados em sítios de compras.
Achou interessante? Veja mais informações nos sites da AMBEV e CYAN.

Um abraço sustentável aos amigos cervejeiros!!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Especial: Waybeer


A cervejaria WayBeer localiza-se em Pinhais na Região Metropolitana de Curitiba e em um pouco mais de um ano já vem acumulando diversas premiações e já é reconhecida como uma das “pequenas grandes cervejarias” do Brasil.

A Way se destaca pela qualidade dos ingredientes e pela utilização “sem moderação” do lúpulo estadunidense, em especial nas cervejas American Pale Ale e na nova Double APA que é base da cerveja inicialmente apresentada como 8 Secrets, cerveja comemorativa da marca e que contou com a colaboração de; Graeme Wallace da Brewdog; Joseph Tucker, especialista da Ratebeer.com; Jacques Bourdouxhe, famoso cervejeiro de panela com 30 anos “de cozinha”; microcervejeiros brasileiros Samuel Cavalcanti, da paranaense Bodebrown; José Felipe Carneiro, da mineira Wäls; Rafael Rodrigues, da gaúcha Coruja; e 
Alessandro de Oliveira, meste cervejeiro e sócio-proprietário WayBeer.
(foto: Biancolini)

No dia 28 de abril a fábrica foi aberta oficialmente para visitação pela primeira vez, já devidamente aparamentada com um balcão para degustação de chope e é claro que eu fui conferir.

Eu já havia visitado a fábrica em outra oportunidade, mas estava ansioso para essa visita orientada, tanto é que eu acabei chegando 15 minutos antes da data prevista e fui o primeiro visitante nesse dia.

Lá, já tendo iniciado as atividades com um chope Double APA, por volta das 11 da manhã, bati um papo com Alejandro Winocur, sócio proprietário, e com Alessandro de Oliveira, mestre-cervejeiro e sócio proprietário da Way.

De acordo com Alejandro, a criação da marca, tem inspiração estadunidense, que, em sua opinião, atualmente produz as melhores cervejas do mundo. Além disso, a identidade da marca tem como característica a descontração, a juventude, presente no visual das garrafas e nos sócios e funcionários da empresa, e uma nítida intenção de ser uma marca universal, cosmopolita, fugindo da tendência, por exemplo, das marcas de Santa Catarina que possuem fortes raízes na cultura alemã, na maioria das vezes.

Pode-se dizer que a Way começou há alguns anos com seu mestre-cervejeiro Alessandro de Oliveira, um dos vanguardistas na produção caseira de cerveja (homebrewer) no Paraná.

Nesses tempos o cervejeiro e outros entusiastas do movimento homebrewer juntaram-se em associações para de forma colaborativa melhorar seus produtos, visto que na época os recursos eram limitados, em especial para aquisição de matérias primas essenciais que necessariamente deveriam ser importadas.

Segundo Alessandro, houve um sensível progresso quando Samuel Cavalcanti da Bodebrown deu sua colaboração, inclusive cedendo espaço e equipamentos a esses cervejeiros caseiros.

Daí para frente a coisa foi acontecendo, Alessandro de Oliveira começou a idealizar a estruturação de uma microcervejaria, logo se juntaram a ele, Alejandro Winocur, atuando ativamente nos processos da cervejaria, e outros investidores.

O resto é história, e que vem se construindo com bases sólidas em pouquíssimo tempo.

Mas qual seria o segredo desse sucesso em pouco mais de um ano de existência?

Não sejam ingênuos de imaginar que tais conquistas decorrem apenas do investimento financeiro e em equipamentos.

Ao chegar no local, em breve contato com as pessoas responsáveis pela cervejaria (dos funcionários aos sócios), percebe-se a empresa é movida pela paixão à cerveja de qualidade, suor e motivação por se acreditar naquilo que se faz, um produto de qualidade inegável, prezando pela utilização de matéria prima selecionada.

É isso aí, na opinião desse blog, a WayBeer é uma das grandes microcervejarias do país e continuando nessa atual passada, ainda terá muito para nos oferecer em termos de cervejas de qualidade e produtos inovadores, sem a perda de sua identidade, justamente, alicerçada na repulsa a regionalismos, sendo uma marca jovem e cosmopolita. 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Rapidinha do dia


A revista virtual Exame.com noticiou acerca de uma pesquisa feita pela Universidade de Illinois, em Chicago, na qual se constatou que homens que bebem cerveja ficam mais espertos!
Pois é...
Para a realização da pesquisa, os cientistas (que parecem ter bastante tempo livre e nada melhor para fazer), juntaram 40 marmanjos, os quais foram divididos em dois grupos iguais, ou seja, 20 para cada lado – jure! – é que eu já tomei minha dose diária de cerveja.
Enfim, um grupo de cuecas bebeu duas tulipas de cerveja, já o outro grupo permaneceu sóbrio.
O grupo que bebeu conseguiu resolver os “desafios”, tipo quebra-cabeças, com mais facilidade e velocidade. Nossa, que bom!
Conclusão a que podemos chegar: 1) a cerveja realmente deixa os homens mais espertos ou;
2) havia um japa muito bom em resolver joguinhos nerds no grupo dos alcoolizados!
Veja a matéria no Exame.com.
De qualquer forma, vou tomar uma cerveja antes de postar no blog, só pra ver se sai alguma coisa boa. Afinal de contas, como diria o bastião do saber, Tiririca, "pior que está não fica"!

Aquele abraço maltado pra vocês!

Aniversário da cervejaria Klein

Na última terça feira estivemos presentes à festa de aniversário da cervejaria Klein, de Campo Largo. Nesta festa foi lançada a nova cerveja da Klein: Estivadora, cerveja que leva maltes de centeio em sua receita e tem uma proposta destinada especialmente às mulheres, por ser, segundo eles, mais saudável.

Vamos ao lançamento, Klein Estivadora:  Mais uma cerveja tipicamente feita pela Klein, não muito maltada e não muito saborosa também. Não merece grandes comentários. No evento a cerveja foi degustada em caneco de acrílico fornecido a cada convidado e certamente não empolgou.

No evento estiveram presentes as tão admiradas cervejarias Way, Wensky, Colorado, Coruja e Gauden Bier.


quinta-feira, 19 de abril de 2012

My name is Bond, and I drink beer!!


É, meus camaradas, é isso mesmo, o espião mais famoso de todos os tempos vem da terra da Rainha e lá eles adoram uma boa cerveja.
O único problema é que no caso a cerveja será uma típica holandesa!
Pois é, segundo o site Valor Online, o galã Daniel Craig, sob o manto do personagem 007, irá deixar de lado o Martini, para ceder aos encantos da mais nova Bond Girl, a loira da vez, a nossa querida Heineken.
Já era hora!
Afinal de contas, a Heineken já vem patrocinando os filmes da franquia James Bond há pelo menos 15 anos.
Ao que tudo indica, o nosso espião degustará o precioso líquido no filme com estréia marcada para 2012, 007 – Operação Skyfall.
A curiosidade, hoje, fica por conta da relação das duas marcas com a Guerra Fria.
Ahãm...?
É o seguinte, os filmes de espionagem tiveram seu auge durante o período da Guerra Fria e a “paranóia macartista”, em que o inimigo vermelho de além mar estava à espreita, aguardando o momento para corromper a democracia da “América” (Estados Unidos).
O interessante é que essa paranóia pairava de tal forma que nem o símbolo da Heineken, a estrela vermelha, se safou ilesa.
Em razão do evento da Guerra Fria a estrela vermelha foi substituída por uma estrela branca com uma linha vermelha no contorno durante esse período.
Resta agora saber se a estrela vermelha da Heineken não irá representar uma ameaça comunista ao espião 007!

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Referências:
KEMP, Philip. Tudo sobre cinema. [Tradução de Fabiano Morais...et al.], Rio de Janeiro: Sextante, 2011, p. 286.
MORADO, Ronaldo. Larousse da cerveja. São Paulo: Larousse do Brasil, 2009, p. 268.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Curiosidade: lúpulo e maconha são parentes


É de sabedoria quase universal que o lúpulo é o principal responsável pelo amargor das cervejas. Além disso, a depender de sua variedade, o lúpulo pode fornecer ao néctar aromas que vão do herbal ao floral, do frutado ao condimentado.
Já vimos anteriormente que o lúpulo passou a ter grande importância no processo de evolução da cerveja em razão de sua propriedade conservante.
Trata-se de uma trepadeira cujo nome científico é Humulus lupulus, – agora a coisa começa a ficar interessante – pertencente à família Cannabaceae, à qual também pertence a Cannabis sativa, mais conhecida como maconha, também alcunhada de marijuana, ganja (na Jamaica), “erva-do-capeta”, e outros nomes carinhosos que provavelmente são dados à plantinha.


Portanto, resumindo a história, o lúpulo é parente da maconha – por favor, só não vão me tentar fumar lúpulo – sendo-lhe atribuído, além do amargor e aroma, o efeito relaxante causado com a ingestão de cerveja. Pois é, não é só em razão do álcool que a cerveja causa aquela sensação agradável.

Sem mais por hoje, abraço aos “beer junkies” de plantão!

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REFERÊNCIAS:
MORADO, Ronaldo. Larousse da cerveja. São Paulo: Larousse do Brasil, 2009, p. 116.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sexta-feira Santa


Nesta data os cristãos rememoram a morte e paixão de Jesus Cristo. Esse é o único dia em que na Igreja Católica não se celebra a Eucaristia.
Muitos cristãos têm como costume nessa data se penitenciar abdicando de comer carne.

Então bebamos o pão!

Muitos não devem saber, mas a Igreja Católica tem grande importância na história e na evolução da 
cerveja.




É meu desejo morrer em uma cervejaria. Que
Coloquem cerveja em minha boca quando eu estiver expirando, 
para que o coro de anjos entoe: “Deus,
seja condescendente com esse bebedor”. 
(São Columbano)




Até a idade média a produção de cerveja era eminentemente caseira, ficava a cargo das mulheres e fazia parte da dieta das famílias, em especial no desjejum.
As primeiras iniciativas de produção em larga escala se empreenderam nos mosteiros, a partir do século VI.
Na época, os monges eram das poucas pessoas letradas, logo, os mosteiros detinham o “poder do conhecimento”. Esse fator foi essencial no desenvolvimento da cerveja em termos de qualidade.
Esses religiosos foram os primeiros a se dedicar à pesquisa e desenvolvimento da bebida, empregando novas técnicas de produção e conservação.
Entre as importantes contribuições, está o aprimoramento na utilização do lúpulo, apesar de sua utilização ser comum em cervejas desde o século IX.
Além da característica de amargor e refrescância acrescentada à bebida em razão do lúpulo, esse se tornou um ingrediente importantíssimo por sua propriedade de conservar a cerveja por mais tempo.
Até hoje as cervejas possuem relação íntima com entidades cristãs. Em especial na Europa, ainda remanescem diversos mosteiros e abadias que produzem cervejas que têm como característica a alta qualidade final do produto. Isso por conta do rigoroso processo de produção supervisionado ou, mesmo conduzido pelos próprios monges, os quais primam pela qualidade dos ingredientes, da água ao lúpulo, do malte ao fermento.

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Referências:
MORADO, Ronaldo. Larousse da cerveja. São Paulo: Larousse do Brasil, 2009, p. 30.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Cerveja e espaguete


Westmalle – Tripel 9,5% APV


Cerveja belga trapista produzida na Abadia de Westmalle, antes chamada “Onze-Lieve-Vrouw van het Heilig Hart” (Já pensou se ainda tivesse esse nome, e a cerveja fosse assim batizada!? – Me vê uma Onze...é...Hart?). Essa abadia foi fundada em 1794.
Os monges passaram a vender as cervejas por eles produzidas em 1856 nos portões da abadia.
Poucas cervejas podem ostentar a marca de autêntica trapista. Isso porque, para ser assim considerada necessário atender a 3 requisitos básicos, porém, bastante restritos:
1) a cerveja deve ser produzida nos limites dos muros da abadia trapista, pelos próprios monges ou sob sua supervisão;
2) a cervejaria deve ser controlada pelo monastério e possuir objetivos compatíveis com os planos monásticos;
3) a cervejaria não possui fins lucrativos, sendo que os valores obtidos são destinados a manter o monastério e os monges e o resto é revertido em obras de caridade.
Essas informações e outras interessantes podem ser obtidas no sítio da Westmalle 

Sem mais delongas, vamos ao néctar!
Aroma frutado, espuma densa, leve ardida na língua no primeiro contato. Assim que passa essa primeira impressão você percebe que é cerveja pra macho! Amarga, menos frutada do que outras trapistas, parecendo uma agressão ao paladar.
Com mais alguns goles você passa apreciar mais e mais essa cervejinha temperamental. Deve ser por conta do amortecimento, já que se trata de 9,5% APV!
Segundo ZaK Avery, no Livro 500 cervejas da editora Marco Zero, essa cerveja vai muito bem com aspargos grelhados: “o amargor da Westmalle acentua o sabor com toques chamuscados e o pungente caráter herbáceo do aspargo. Como disse, um prazer para ‘gente grande’, que requer um tempo dedicado só para apreciar”. Tirando o requinte na descrição, realmente parece uma experiência agradável até para os mais exigentes paladares.
Agora, peço licença para fugir um pouco do tema, mas não esqueçam que nós avisamos que isso poderia acontecer na introdução ao blog


Falamos que a Westmalle é cerveja pra macho! Correndo o risco de parecer afeminado, em quesito de macheza, a primeira personalidade que me vem à cabeça é a do Sr. Clint Eastwood, em especial nos filmes de faroeste espaguete, gênero que inicialmente o consagrou nas grandes telas.

Com o fim da década de 50, o faroeste Hollywoodiano teve grande declínio, momento em que o gênero migrou para Europa, tendo como primeiro filme de faroeste espaguete “Armas Selvagens”, 1961, de Michael Carreras (KEMP, Philip in Tudo sobre cinema, 2011).
Contudo, o maior representante do gênero é o diretor Sergio Leone, com seu primeiro filme da Trilogia dos dólares, “Por um punhado de dólares”, justamente filme estrelado por Clintão.
Esses filmes, nitidamente, rompem com o estilo dos faroestes estadunidenses, já que seus personagens, bem como seus enredos, fogem da temática tradicional, onde bem e mal são figuras antagônicas e a moral e ética sempre são personificadas nos galãs, mesmo em situações críticas, como de tiroteios, a bravura e lealdade não abandonam esses estereótipos.
Os personagens dos faroestes espaguete, ao contrário, são impregnados de paradoxos morais. Mesmo os personagens de Clint, em geral, de “mocinho”, demonstram traços de uma personalidade egoística, gananciosa, havendo em alguns momentos isolados demonstrações de solidariedade e respeito a terceiros.
Essa quebra com as origens Hollywoodianas fica bem evidente em entrevista de Clint ao programa “Inside the Actors Studio. Clint conta que em determinado set de filmagens o diretor manda o astro, até então dos filmes western, John Wayne, para que atirasse no “vilão” pelas costas, coisa que Wayne de pronto se recusou. Então o diretor trucou: - Clint Eastwood atiraria! John Wayne respondeu algo do tipo: - Olha, eu não sei o que esse garoto anda fazendo por aí, mas eu não atiro pelas costas.
Era a imagem do bom moço arraigada nos westerns produzidos na terrinha do Tio Sam.
Outro filme de Sergio Leone, essencial aos fãs de bang bang, e que na minha opinião é com certeza um dos melhores filmes do gênero em todos os tempos, é o “Era uma vez no Oeste” de 1968, estrelando outro cara muito macho, Charles Bronson, ao lado de Henry Fonda fazendo papel de um vilão mau feito pica-pau. Vale à pena conferir!
Cabe especial ênfase às trilhas sonoras dos filmes de Leone, feitas especialmente para as películas por um dos maiores compositores contemporâneos, o italiano Enio Morricone.
As músicas de Morricone representam a alma dos faroestes, suas introduções são tão marcantes que foram utilizadas em tempos mais recentes em shows como do Ramones, Metallica e Muse.
Ah! Os filmes de Sergio Leone também influenciaram uma nova geração de diretores, tal como Quentin Tarantino, que também usa músicas de Morricone em seus filmes (Kill Bill).
É isso aí, chega de abobrinha, espero que alguém tenha gostado...e para quem não conhece a obra do diretor Sergio Leone e do maestro Ennio Morricone torço para ter, pelo menos, despertado uma ponta de curiosidade ao leitor.

sábado, 31 de março de 2012

Sábado é dia de IPA!

Brew Dog IPA, a cerveja mais despojada até o momento.


O rótulo diz o seguinte:
"Esta é uma cerveja agressiva.
Esta não é mais uma cerveja qualquer.
Nós não apenas esperamos atender aos mais altos padões de neutralidade e suavidade.

É bastante duvidoso que você tenha o bom gosto, sofisticação e capacidade de avaliar o que está vivenciando; o caráter, e a profundidade desta cerveja artesanal de alta qualidade.








Você provavelmente também não se importa se esta pequena cerveja rebelde não contém conservantes ou aditivos e usa somente os mais finos ingredientes naturais frescos.


Então volte a tomar a tua Lager barata, branda, aguada e feche a porta quando sair."






Pelo rótulo nota-se a vocação do pessoal da Brew Dog: a descontração. Esta microcervejaria escocesa fabrica variadas cervejas, algumas com até 32% de graduação alcoólica e até uma IPA fermentada no fundo do oceano.


A origem das cervejas tipo IPA -India Pale Ale remete ao Século XVIII. Para suprir a demanda dos Ingleses residentes na Índia. Este estilo foi desenvolvido para suportar a viagem marítima entre a Inglaterra e a Índia e, por este motivo, é mais lupulada e robusta, amarga e com final seco.


Voltando agora à Punk IPA, que tomei na Escócia: é uma cerveja de aroma extremamente agradável e sabor suave, equilibrado e frutado. Mas não se engane, ao descer pela garganta ela não te deixa esquecer que é uma IPA, com final seco e amargo. A Brew Dog chamou esta IPA de pós moderna pela adição de aromas frutados e caramelados à tradição de robustez das tradicionais IPAs.

Índices:
Aparência - 3.8 (Dourada e bem atraente)
Equilíbrio - 4.2 (Um primor entre lúpulo, malte, frutas e álcool)
Sabor       - 3.9
Amargor  - 3.2

quinta-feira, 29 de março de 2012

Carta de intenções

Olá, loucos e loucas por cerveja!

Hoje o blog do Bar do Celso fez referência à carta de intenções dos blogueiros brasileiros de cerveja, assinada em reunião no Festival Brasileiro de Cerveja (BBC), que aconteceu em Blumenau - SC.
Este documento traz algumas regras de conduta que servirão de norte para atuação ética de blogueiros profissionais e amadores, se é que existe tal distinção.
O documento formaliza algumas ações que em muito já são adotadas por uma questão de razoabilidade e bom senso, tal como, a divulgação das fontes utilizadas para a criação dos textos.
De qualquer maneira, trata-se de uma boa referência para blogueiros e blogueiras que estão adentrando no mundo cibernético cervejeiro.
Sem mais delongas, segue o teor do lupulado documento:

Carta de Intenções
HISTÓRICO
A atividade cervejeira no Brasil está vivendo uma revolução que começou há cerca de dez anos. As importações de cervejas especiais aumentaram significativamente, cervejarias artesanais vem conquistando uma fatia importante do mercado – ainda que em comparação com as cervejarias de massa seja uma fatia pequena – e os cervejeiros caseiros estão proliferando velozmente e alcançando um nível de excelência na produção comparável ao de países com grande tradição nesta área.
Desde meados da década passada, um grupo de entusiastas acompanha de perto e documenta por meio da internet este processo, publicando cotidianamente ideias, informações e opiniões sobre as mudanças que assistimos neste setor no país. Trata-se de um grupo diversificado em pensamento e ação, que reúne profissionais dos mais diversos ramos do saber, unidos pela paixão por cervejas de qualidade: os blogueiros de cerveja.
Suas palavras alcançam um número crescente de leitores sedentos por saber mais sobre uma das bebidas mais antigas conhecidas pela humanidade. Por isso, influenciam um número também crescente de profissionais de mídia acostumados a lidar apenas com as gigantes cervejeiras globais que, por longos anos, mantiveram domínio absoluto do mercado.
Conscientes de seu papel na difusão da cultura cervejeira no Brasil, após realizarem trabalhos conjuntos para medir a amplitude deste movimento e desenvolverem um fórum online de debates, os blogueiros começaram a se organizar efetivamente em 2011. O presente documento tem a intenção de propor os pontos de convergência dos pensamentos dos integrantes – profissionais e amadores – deste grupo, e propor linha gerais de atuação que reflitam suas preocupações comuns.
PRINCÍPIOS
Os Blogueiros Brasileiros de Cerveja (BBC) entendem que a divulgação da cultura cervejeira e a análise do mercado cervejeiro devem obedecer a princípios fundamentais de ética, liberdade de expressão e responsabilidade.
Sendo assim, os integrantes do BBC passam a assumir perante o público os seguintes compromissos:
- De fornecer informações e opiniões isentas de influências comerciais indevidas, devendo ser expressas claramente quaisquer condições de produção do material que possam afetar essa isenção;
- De incentivar, em suas manifestações online e offline, o consumo responsável de bebidas alcoólicas;
- De identificar, sem exceções e com o devido destaque, a autoria e a fonte dos materiais (textos, vídeos, imagens) usados que não sejam de produção do responsável pelo blog e seus eventuais colaboradores;
- De indicar de forma objetiva, adotando quaisquer abordagens e nomenclaturas que julgarem convenientes, a forma de produção das cervejas apresentadas em resenhas e reportagens, distinguindo nitidamente as bebidas caseiras das comerciais;
- De adotar práticas condizentes com as boas intenções expressas neste documento, buscando o convívio harmonioso e o fortalecimento da união de esforços com os demais integrantes do grupo.
AÇÕES
Para identificar os blogs administrados em concordância com os princípios desta declaração, o grupo adotará um selo que será conferido, posteriormente, aos blogueiros que manifestarem vontade de agir de acordo com tais princípios, e deverá ser mantido por estes enquanto isto ocorrer.
Os blogs reunidos sob esta organização buscarão realizar ações conjuntas em prol da difusão da cultura cervejeira no país, que podem tomar a forma de campanhas, eventos, e quaisquer outros meios considerados compatíveis com os ideais expostos neste documento.
Tais ações poderão ser definidas e desenvolvidas por quaisquer dos integrantes do grupo, devendo ter o apoio dos restantes na medida do que estes considerarem pertinente.
Blumenau, Santa Catarina, 24 de março de 2012
ASSINADO:
(em ordem alfabética, com nome completo, seguido de nome do blog e URL)
Alexandre Bratt
CluBeer (http://www.clubeer.com.br/blog)
Bernardo Couto
Homini lúpulo (http://www.hominilupulo.com.br/)
Bruno Couto
Eu Bebo Sim (http://www.eubebosim.com)
Daniel Conde Perez
A volta ao mundo em 700 cervejas (http://700cervejas.blogspot.com)
Fabian Ponzi
Bebendo Bem (http://www.bebendobem.com.br)
Fabio Andreoli
Ein Prosit Empório (http://blog.einprositemporio.com.br/)
Fabio Hofnik
Cerveja Brasilis (www.cervejabrasilis.com.br)
Felipe Baptista
Clube da Cerveja Eisenkreuz (http://clubedacervejaeisenkreuz.blogspot.com/)
Filipe Gadotti
Clube da Cerveja Eisenkreuz (http://clubedacervejaeisenkreuz.blogspot.com/)
Guilherm Schwinn
Gastrobirra (http://gastrobirra.wordpress.com)
Gustavo Corrêa
De gole em gole (http://www.degoleemgole.blogspot.com)
João Fanchin Queiroz
Bar do Jota (http://bardojota.blogspot.com)
João Gabriel Margutti Amstalden
Panela de Malte (http://panelademalte.blogspot.com/)
Linus de Paoli
Rotenfuss Bier (http://rotenfussbier.wordpress.com/)
Lucas Serafini
Cervejas Especiais (http://cervejasespeciais.blogspot.com/)
Luciano Castro
O Mestre Cervejeiro (www.omestrecervejeiro.com.br)
Luís Celso Sniecikoski Jr.
Bar do Celso (bardocelso.com)
Manuel Alves Filho
Toque de chef (http://www.rac.com.br/blog/31/toque-de-chef)
Marcelo Ricardo Monich
Cerveja? Gosto sim. (http://monicheascervejas.blogspot.com/)
Marcio Beck
A volta ao mundo em 700 cervejas (http://700cervejas.blogspot.com)
Mauricio Beltramelli
BREJAS (http://www.brejas.com.br/blog/)
Nicholas Bittencourt
Goronah (http://goronah.blog.br)
Pedro Bueno
Clube da Cerveja Eisenkreuz (http://clubedacervejaeisenkreuz.blogspot.com/)
Rafael Borges
Have a Nice Beer (www.haveanicebeer.com.br)
Raphael Rodrigues
All Beers (http://www.allbeers.com.br)
Robson Vergilio
(http://vergilio.wordpress.com)

quarta-feira, 28 de março de 2012

Millôr


Morreu Millôr Fernandes aos 88 anos. Certamente um homem de frases célebres.

"Deve-se beber moderadamente, isto é, um pouco todos os dias. Isso não sendo possível, beber muito, sempre que der. Mas o abuso, como a moderação, tem que ser aprendido. O amador que abusa tende a ficar desabusado." (Millôr Fernandes)
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Só para não passar em branco.
Cerveja Belga Duvel (Belgian Strong Ale, 8,5% APV)
Essa cerveja tornou-se tão popular que levou à renomeação da cervejaria para DUVEL, em lugar de Moortgat, nome da família proprietária. (The Beer Book, p. 202)
Outro aspecto interessante sobre a história da cerveja se passa em 1923, quando em uma sessão de degustação, o sapateiro Mr. Van De Wouwer ao ficar impressionado com os aromas da bebida, exclamou que "aquela era o verdadeiro diabo". Daí vem o nome Duvel (http://www.duvel.be/#/us/en/history).
Vamos à experimentação:
Cerveja extremamente leve e dourada. Possui um toque frisante que remete à sensação de se tomar uma "espumante de cevada".
Aparência: 4,5 bonitona
Sabor: 3.5
Aroma: coisa do diabo 5
Amargor: a vida é mais doce
Equilíbrio: com 8,5% APV, tomando duas dessas você não vai saber o que é isso!

terça-feira, 27 de março de 2012

EM TEMPO, A INTRODUÇÃO AO BLOG


Olá, loucos por ales... e lagers também!

Como já mencionado pelo companheiro Dalagassa, vimos por meio deste nobre veículo internético tratar das nossas queridas cervejas especiais, de forma simples e bastante honesta, sem a pretensão de avaliar cada bebida de outra forma se não como apaixonados apreciadores leigos.
Afinal de contas, temos diversos profissionais gabaritados que fazem esse trabalho de maneira magistral, a exemplo do sommelier Daniel Wolff (http://www.mestre-cervejeiro.com), com os quais não pretendemos dividir as atenções, mesmo porque nós sairíamos perdendo por vários corpos de desvantagem.
Como vocês perceberão, ao longo do blog, abordaremos vários assuntos de interesses diversos, tais como gastronomia, cinema, cotidiano, política e o que mais vier à cabeça destes preclaros blogueiros, mas sempre tendo como pano de fundo o mundo cervejeiro.
Mais uma vez, vale lembrar que daremos às avaliações um caráter bastante pessoal sobre cada bebida, tentando passar ao leitor de forma direta e honesta a nossa impressão em cada ritual de degustação, mas sem frescura!!

“A apreciação de uma cerveja é como a própria cerveja – tem tudo a ver com equilíbrio e moderação.” (Zac Avery. 500 cervejas: as melhores cervejas do mundo em um único livro, 2011)

segunda-feira, 26 de março de 2012

Resultado - South Beer Cup 2012


Segue o resultado da South Beer Cup 2012, que aconteceu em Blumenau na última semana, avaliou e premiou uma série de rótulos já conhecidos pelos apreciadores de cerveja do sul do mundo e no fim das contas atestou o que a gente já desconfiava.


As cervejas da região de Curitiba apareceram muito bem, parabéns aos premiados! Para quem está carente de idéias, aí estão listadas cervejas que possuem bons preços e certamente causarão boa impressão.

sábado, 24 de março de 2012

Sejam bem-vindos - Williams Red Ale


Nossos cumprimentos aos que aqui vieram para provar conosco variadas cervejas. O objetivo é tratar de cervejas gourmet de maneira descomplicada e sem termos técnicos para que todos possam apreciar sem frescura.



A primeira cerveja de nosso blog é a Williams Red Ale, produzida na região de Alloa, na Escócia. Pude provar esta excelente cerveja no The Elephant House, em Edimburgo. Para quem se interessar pelo local, segue o site: The Elephant's House. Este foi um dos lugares onde J.K. Rowling escreveu o primeiro livro da série Harry Potter.

Direto ao ponto, a cerveja é muito bem apresentada, a garrafa é bonita e a cerveja é bem avermelhada, possui de aroma muito agradável e sabor equilibrado.


Os quesitos serão apresentados em notas de 0 a 5 de acordo com o bom humor do autor.
Cerveja: Williams Red Ale
Graduação Alcoólica: 4,5%
Aparência: 4.2
Sabor: 3.9
Aroma:4.1
Amargor:2.6
Equilíbrio: 3.9
Vale a pena? Definitivamente.

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